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10 fronteiras da ciência que já cruzamos

Transplante total de cabeça

Diretamente das histórias de ficção científica, um arsenal de novas tecnologias está formatando futuro da humanidade. Cientistas discutem os novos super humanos, as super máquinas e até mesmo a ideia de um ser híbrido e ultra desenvolvido: a versão melhorada entre as duas espécies – um homo sapiens machine.

A inteligência artificial dos robôs e o uso de material orgânico permitiu que se cruzasse uma nova fronteira da ciência, onde não há mais limites para a expansão contínua das máquinas. Isso porque o silício – material até então usado no desenvolvimentos de computadores – tinha um limite físico de capacidade de processamento.

Agora, com os avanços da nano e biotecnologia começamos a usar culturas de bactérias ou outros materiais orgânicos como os componentes para a transmissão e armazenamento de dados. Essa mudança pode trazer implicações completamente diferentes, e uma transformação muito maior que foi a ascensão da internet promete mudar nossas vidas para sempre.

Inspirados pelo que pareceu ser o grande tema da vez no SXSW, decidimos criar uma lista de 10 coisas que já são realidade na biotecnologia:

1# Bioprinting

Fígado humano feito a partir de uma impressão 3D

Acredite ou não, a tecnologia para criar órgãos através de uma impressora 3D já existe. Usando materiais biológicos no lugar do plástico (como o fio de seda) – já é possível imprimir um órgão. Órgãos desse tipo já estão a venda pela empresa Organovo – mas você por enquanto só pode comprar para fins de pesquisa. Porém, os fígados “impressos” já estão em humanos – o primeiro deles foi transplantado pelo dr. Anthony Atala em um paciente chamado Luke Massella  – há 10 anos atrás! Quando disponível para o público, as possibilidades da tecnologia poderão redefinir a saúde e a longevidade humana – e, doenças fatais, câncer e até mesmo mortes por velhice passam a ser praticamente inexistentes.

2# Autoregeneração

Rato com orelha humana

A partir do trabalho feito com polímeros pelo cientista Dr. Robert Langer, já é possível criar novas partes do corpo num esquema mais Wolverine do que nunca. Langer foi o ganhador do prêmio Rainha Elizabeth – uma espécie de prêmio Nobel da Engenharia – e inventor de um dos remédios mais poderosos para combater alguns tipos de câncer. Agora, ele trabalha no desenvolvimento de uma tecnologia que permitirá que partes do corpo possam “crescer” novamente. Um dos experimentos realizados por ele já permitiu a cura de um paraplégico que teve a espinha reconstruída através do processo. É dos experimentos com os polímeros que saíram algumas bizarrices científicas como as experiências que fizeram orelhas humanas nascer em ratos e coelhos. Para o próprio Dr. Langer, uma das maiores implicações da sua criação será no universo de cirurgias plásticas: já pensou poder escolher em um catálogo o nariz perfeito e esperar ele nascer em você do jeitinho que imaginou?

3# Transplante de cabeça

Transplante total de cabeça

Pela primeira vez na história um transplante completo de cabeça está perto de acontecer – ou pelo menos é essa promessa é do médico italiano Sergio Canavero. Realizando o experimento com animais desde 1970, Dr. Canavero e sua equipe projetam a cirurgia em humanos a partir de 2017.  Até então, o grande desafio era reconectar a medula espinhal, e evitar a rejeição do corpo. A equipe da Universidade de Turim, garante, porém, que já desenvolveu um conjunto de técnicas para superar as dificuldades. O maior risco é que essa prática acabe por virar um problema mais sério: já pensou pessoas com corpos esculturais sendo sequestradas para um mercado negro de transplantes de cabeças?

4# Emoções artificiais

Leo, o Robo com emoções e memórias do MIT

Cientistas como a Dr. Cynthia Breazeal do MIT já avançaram e muito no estudo das emoções para a inteligência artificial. O pequeno robô Leo, parte do experimento, já é capaz de sentir emoções e memorizá-las – assim, quando alguma coisa lembra um acontecimento bom ou ruim, Leo também retoma o sentimento anterior. Prepare-se para uma leva de robôs sensíveis e até depressivos, como o divertido e pessimista Marvin imaginado por Douglas Adams.

5# Capacidade de aprendizado

Robos que podem aprender

A mesma fórmula que faz com que Leo retome os sentimentos é usada para permitir que os robôs possam aprender. A capacidade de aprendizado associada à capacidade de sentir emoções é o grande marco da inteligência artificial. As máquinas já ganham dos seres humanos quando o assunto é processamento, mas eram limitadas ao “software” implantado por nós. A capacidade de aprendizado, libera a máquina para se auto-programar: ou seja uma vez criadas elas evoluirão sem limites. O conceito imaginado no filme Her parece muito próximo da realidade que virá por aí.

6# Reprodução celular para robôs

Robos que se replicam automaticamente

Da mesma maneira como partes do corpo humano poderão ser criadas através da combinação da biotecnologia, polímeros, e DNA humano, os robôs também poderão se expandir. Depois de expandir sua mente (ou software), eles também poderão crescer suas capacidades físicas – memória, processamento e tudo mais poderá estar sujeito uma reprodução celular bem próxima ao que acontece com o corpo humano. Por sorte nossa (por enquanto), as pesquisas com os chamados self-replicated nanobots ainda caminha a passos mais lentos – mas suas implicações para a humanidade seriam intensas. O risco foi apontado por ninguém menos que Eric Drexler – um dos primeiros engenheiros a estudar profundamente a nanotecnologia – e disse que uma reprodução em massa dos nanorobôs poderia levar a uma explosão demográfica desses “organismos”.

7# Homens biônicos

Hugh Herr e suas pernas biônicas

Seres (e membros) biônicos já são mais do que apenas uma ideia de Asimov – próteses de braços e pernas já podem ser feitas em casa através de impressoras 3D. Mas a tecnologia avança a passos largos: Hugh Herr, dono ele próprio de pernas biônicas super poderosas, tem trabalhado firme no desenvolvimento de potencializadores da capacidade humana – para Hugh, a possibilidade de membros que dão ainda mais poder, e estendem o potencial físico são muitas. Otimista, ele imagina que o arsenal permitirá pernas ultravelozes, que funcionem em diferentes ambientes – como escaladas, caminhadas na neve. Além do uso “do bem”, protótipos de exoesqueletos à lá Homem de Ferro e Robocop já estão sendo testados pelo exército americano para a criação de super soldados.

8# Mind clones

Bina48 - um mindclone criado por Martine Rothblatt

Se o seu corpo não durar tanto tempo para ver a chegada dessa nova medicina que chega bem perto da imortalidade, sua mente ainda pode ser salva. Os mind clones desenvolvidos por Martine Rothblatt ainda estão em fase inicial, mas suas memórias já podem ser usadas para criar uma nova versão de você no ciberespaço. Martine criou uma cópia da sua esposa – o robô Bina48 – que recebeu até mesmo dados das redes sociais da sua “versão original” para formatar seu próprio jeito de pensar. O mais curioso, porém, é que o clone será de fato uma versão baseada em você, mas com o tempo, terá sua própria evolução, construída a partir de suas experiências particulares – por isso Martine diz que é muito provável que as mentes e clones se desentendam e até se “divorciem”.

9# Big data para evolução da espécie

Lumosity e a Big Data do cérebro

Apesar dos avanços com robôs, nosso cérebro continua sendo um oceano inexplorado e cheio de mistérios. A dificuldade em estudar o órgão é que enquanto estamos vivos, seria impossível abrir e analisar todos os processos que acontecem ali – sentimentos, pensamentos, tudo processado ao mesmo tempo através de pequenas correntes elétricas. Quem está mudando isso? A internet e a big data: empresas como a Lumos (criadora do app Lumosity – especializado em brain trainning) pela primeira vez está coletando dados em escala global sobre o capacidade cerebral humana. O material já tem sido usado para estabelecer pesquisas para combater o Alzheimer e outras doenças degenerativas.

10# Robôs movidos pelo controle da mente

Homem tetraplegico usa robo para manipular objetos com o poder da mente

Não desenvolvemos ainda a capacidade de telecinese, mas começamos a chegar lá. Muitas experiências com o uso de ECG já foram bem sucedidas: tetraplégico que participam da pesquisa do DARPA, nos EUA, já conseguem movimentar membros robóticos usando apenas a força do pensamento. O processo é não invasivo – colocado do lado de fora do crânio, o equipamento faz a leitura da mente através de sinais elétricos para conduzir o comando diretamente aos robôs. O uso dessa tecnologia para o bem, pode trazer completa autonomia para pessoas com paralisia – mas pro mal, você poderia imaginar exércitos de Megazords gigantes sendo usados para controlar a humanidade.

Isabela

Isabela

Escreve sobre futuro, história, curiosidade, gente e faça-você-mesmo. Vegetariana, de esquerda e feminista, mas incapaz de falar sobre esses assuntos de maneira arrazoada, por isso, não a provoque. Nasceu na roça, mora na cidade, guarda as duas metades e tem memórias de coisas que nunca viveu.
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