13 coisas para ler, ver e ouvir depois de 13 Reasons Why – We Love

13 coisas para ler, ver e ouvir depois de 13 Reasons Why

13 Reasons Why estreou na sexta, 31/3, e foi mais um tiro da Netflix na nossa vida social, deixando todo mundo em casa no final de semana. O seriado, baseado no livro Os 13 Porquês,  de Jay Asher, publicado em 2007, traz as últimas semanas de Hannah Baker, que se suicidou. Antes disso, a jovem gravou fitas que contam como chegou ao ato. As fitas chegam até Clay Jensen e toda a história se desenrola a partir disso com temas atuais e que devem, sim, ser discutidos.

Os temas já apareceram em outras obras e, aqui, os colunistas do We Love reúnem algumas delas.

Ronaldo Gomes, colunista do We Love, emociona todo mundo nas quintas e indica o livro A Lista Negra, de Jennifer Brown e o filme Sociedade dos Poetas Mortos (1989). 


“Parem agora e vão ver. É um acontecimento. É sobre as escolhas que somos condicionados a fazer, é sobre ser jovem e cheio de sonhos. É sobre como somos obrigados a matar os sonhos – de maneira literal e metafórica. É sobre vários porquês que envolvem nossas relações em casa e na escola.
E pelamordeDeus eu não posso esquecer de gritar pro mundo que A Lista Negra é leitura obrigatória! É uma história bonita e cruel sobre como o modo que nos veem na escola nos afeta das maneiras mais incompreensíveis e dolorosas do mundo”.

Gabriela Reis tem ótimas dicas de livros. Recomenda Um Caso Perdido, Colleen Hoover e também já contou sobre o livro Os 13 Porquês no Toca do Gato, seu blog

“Uma menina que sempre estudou em casa, pode ter problemas para se adaptar na escola? Talvez. A história de Sky é muito mais complexa que somente bullying. Ela sofre pela reputação da amiga, mas nunca sequer passou dos limites com um garoto. Até onde pode chegar a maldade humana, e qual o problema de Sky, por não poder se adaptar?”

Ana Sasso, uma das editoras do We Love. Para ver, ler e escutar: As Virgens Suicidas (1999) e What if feels like for a girl, da Madonna.  

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“O primeiro filme de Sophia Coppola é baseado no romance As Virgens Suicidas, de Jeffrey Eugenides, de 1993 e conta a história das irmãs Lisbon. O fim é anunciado já no título, mas a história toda se desenrola a partir da tentativa de suicídio de Cecília, a mais nova da família. O texto, que acontece durante a década de 1970, é contado anos depois, por um grupo de vizinhos obcecados pela história das irmãs e fala com densidade sobre as diversas fases da adolescência. É um filme com uma fotografia e atmosfera bonita e ao mesmo tempo desconcertante que faz com que a leitura do livro, depois, seja ainda mais arrebatadora. Extra: a picture score foi feita pela banda francesa Air e é incrível – escute Playground Love.

Ainda nesse universo, What it feels like for a girl, da Madonna, pra mim, é a música que mais representa o universo feminino. Até hoje me lembro da primeira vez que vi o clipe, no Disk MTV (saudade anos 2000!)”.

Leco Vilela é o colaborador-cigano do We Love e indica os filmes Orações para Bobby (2009) e As Vantagens de ser Invisível (2012). 

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“Bobby, um garoto criado em uma família extremamente católica e que sofria bullying na escola se suicida e sua mãe é obrigada a encarar suas certezas mais profundas em Rezando por Bobby. O filme é baseado na história de Mary Griffith, vivida por Sigourney Weaver no longa. Em As Vantagens de ser Invisível, um garoto preso em seu próprio mundo, se abre ao conhecer dois irmãos e com isso é obrigado a lidar com o seu passado enquanto reaprender a confiar”.

Adler Berbert também é editor do We Love e recomenda Depois de Lucia (2012), para assistir e Born This Way, para escutar:


“É extremamente assustador e real. É um drama mexicano que venceu Cannes há uns anos e conta a tentativa de adaptação de um pai solteiro e da filha. Não recomendo para quem não tá muito bem da cabeça, pois choca – muito.

Preciso destacar também a criação da vida de Stefani Germanotta, aka Lady Gaga, Born This Way. Ela sempre tenta dar voz às minorias e falar sobre assuntos que outros ídolos pop simplesmente ignoram, como depressão, a causa LGBT, etc. Como porta-voz de milhares jovens, é muito importante para mim que ela abra a boca para falar – ou melhor, cantar: “não se esconda, se você for negro, branco, amarelo ou latino, se você for libanês ou oriental, não importa se os obstáculos da vida te deixaram afastado, assediado ou importunado; alegre-se e ame-se hoje. Pois, baby, você nasceu assim”. E nós nascemos assim, não é?”

Igor Amâncio produz conteúdo para o We Love. Para ouvir, recomenda Who You Are, na voz de Jillian Jensen, ex-participante do The X Factor USA e para ler, Diário da Queda, de Michel Laub. 


“Se a versão original corta o coração, essa faz a alma sangrar. Pra quem não se lembra, ou não acompanhava o reality, a jovem que performou a canção era vítima de bullying e encontrou na música um escape para a rotina insuportável na escola. It’s ok not to be okay…

Michel Laub definitivamente não traz o bullying como temática principal em Diário da Queda, mas tá ali, como um dos fatores chave que conduz o protagonista a uma reflexão existencial. O jovem judeu adora fazer uma gracinhas com uns amigos e depois de zuar pacas, acaba virando o alvo quando se muda para uma escola pública. Vale e muito a leitura.”

Robson Santos é colunista e nos agracia com seus escritos todas as quartas. Meninas Malvadas (2004) e Te Pego Lá Fora (1987) são suas dicas cinematográficas.

“Sobre Te Pego Lá Fora (sim, sou velho). Budy, um grandalhão, chega na escola e será entrevistado pelo simpático Jerry para o jornal dos alunos. O que Jerry não sabia era que Budy não suportava ser tocado. Pobre Jerry! Ele toca no cara e é desafiado para uma briga no estacionamento, na saída da escola. Daí ele passa o filme todo correndo do colega psicopata para salvar sua pele.”


Sobre Mean Girls. A menina cresceu fora dos EUA e não tinha ainda frequentado uma escola regular e tal. Retornando ao país, ela começa a estudar numa escola pública e percebe que a maldosa língua de suas colegas começou a prejudicar a sua vidinha.

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O Coletivo WeLove foi fundado para ser um espaço livre para a exposição de ideias e troca de inspiração entre pessoas interessantes e interessadas. Acreditamos que falta conversa boa, ouvir além de falar e assinar embaixo quando escrevemos – ou dizemos – algo.
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