2016: esse ano louco e cheio de boas leituras – We Love

2016: esse ano louco e cheio de boas leituras

No final do ano passado fiz um post no meu Facebook sobre os livros que li e, com a ajuda dos comentários, o post se tornou algo que recorri ao longo do ano para sugestões do que ler. 2015 foi um ano complicado para a leitura. Comprei um Kindle (melhor aquisição na vida!), mas foi difícil me concentrar em textos fora do computador.

2016, esse ano louco, foi diferente. Tive uma sorte maior com livros e aprendi que, quando não me identifico nas 30 primeiras páginas, não adianta insistir. E também entendi que a leitura (e a leitora) ficam bem mais leves assim. Por isso, só adicionei aqui as leituras que valeram a pena – e deixei pra lá as não tão boas assim.

1. Malala, a menina que queria ir a escola, Adriana Carranca
Entre livros sobre Minecraft sem pé nem cabeça, eu e Gui, meu filho de 9 (quase 10) anos, estamos lendo esse, que queria comprar desde a pré-venda em 2015. Mas, com a compra do Kindle fui deixando para lá e esperando a versão ebook. Nesse ano, nós do We Love tivemos a oportunidade de conhecer e trabalhar diretamente com a Adriana, o que deu ainda mais vontade de ler o livro. Ano que vem, com o livro finalizado, eu conto mais. Ah! Não esperem por uma versão ebook: as ilustrações são maravilhosas!

2. Rita Lee – Uma autobiografia
Se você ainda precisa comprar o presente de Natal de alguém, pare agora e vá até a livraria mais próxima. Essa foi a melhor surpresa do ano. Um dos poucos livros físicos que comprei e que valeu, tão, tão a pena. Mais do que uma autobiografia, Rita (porque sou quero ser íntima) divide a vida em mini crônicas, ilustradas com fotos, que deixam tudo ainda mais próximo. Terminei me sentindo melhor amiga dela – e querendo ainda mais conhecê-la de qualquer maneira (será que ela lê o We Love?).

3. Garota do Trem, Paula Hawkins
Esse não deve ser novidade para ninguém: foi escrito para se tornar o filme lançado em novembro. Foi também uma das sugestões que recebi no ano passado. Ganhei no repasse de uma amiga e me surpreendi. Se você ainda não leu, não veja o trailer do filme (só vi depois que terminei e achei que entrega um pouco do suspense). Meu lado problematizadora achou um retrato da sociedade patriarcal sem levantar a bandeira feminista (pelo menos não explicitamente, hahaha).

4. Fugitiva, Alice Munro
Esse foi mais um repasse: um colega deu para minha ex-editora que, depois, repassou pra mim (não é lindo quando os livros criam vida própria e vão passando de mão em mão?). São narrativas lindas, delicadas e que falam sobre a mulher. Uma delas deu origem a Julieta, filme que Almodóvar lançou nesse ano (se você ainda não viu, leia o livro e depois veja).

5. Os bons segredos, Sarah Dessen
O livro conta a história de Sydney, que sempre se sentiu invisível perto da popularidade e beleza do irmão mais velho, Peyton. Quando Peyton comete um crime, a personagem tem que aprender a lidar com as consequências do que aconteceu, que também caem sobre ela. Apesar de infanto-juvenil, é um livro denso sobre a adolescência, fase tão difícil na vida de todo mundo.

6. Grande Magia – Vida criativa sem medo, Elizabeth Gilbert
Da mesma autora de Comer, Rezar, Amar. Fala sobre processo criativo e sua “magia” e dá vontade de sair escrevendo para sempre e sem parar. Bom para quem está naquele writers’ block. Já falei sobre ele aqui no We Love. 

7. Tá todo mundo mal, Jout Jout
Li no Yoga para nervosos (outro livro que vale muito a pena) que “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente”. O livro da youtuber (ODEIO essa palavra) vai de encontro com isso. São mini textinhos que contam sobre as crises que cada um passa na vida, principalmente aquelas que “seriam cômicas se não fossem comigo”.

8. Toureando o Diabo, Clara Averbuck
Com ilustrações de Eva Uviedo, dá vontade de arrancar as páginas e colar na parede – olha que sou do tipo que tem arrepios com quem dobra a capa do livro para trás. O texto é cru, real e até um pouco dolorido às vezes. Não tem heroína, nem final feliz, como a própria autora diz. O mais bacana é que é o fruto de um projeto de crowdfunding feito pela Clara e por Eva, que vendem elas mesmas os livros.

Dica extra: repassem livros. Quem repassa livros divide amor.

Ana Sasso

Editora do We Love. Pensa alto, fala sozinha e rabisca em papéis pelo caminho. Quando não está escrevendo, está pensando no que vai escrever. É jornalista, mas vive entre contar e inventar histórias aqui.
Ana Sasso

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