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3 dicas para escrever textos melhores

3 dicas para escrever textos melhores

Eu tenho escrito na Internet por muito tempo – aproximadamente 7 anos. Desse tempo todo, passei de escritor amador a autor de livros numa das maiores editoras do país. E foi, graças ao mundo digital, que atingi um certo sucesso nessa empreitada.

Há bons 4 anos, a escrita tem sido minha fonte de renda. Escrevo colunas para grandes portais nacionais, textos para revistas, roteiros para teatro, fora a escrita publicitária. Mantenho o Entre Todas as Coisas – blog que me permitiu compartilhar minhas ideias com uma grande audiência durante todo esse tempo – e um canal no YouTube destinado a temas diversos. Minhas redes somadas contam com quase 500 mil seguidores.

Mas hoje eu quero falar sobre a coisa mais importante dessa caminhada inteira: a paixão pelo texto. Por mais que precisemos pensar em estratégias de divulgação, modelos de negócios, adaptação de vida e outras coisas para se viver de escrita (ou, pelo menos, para que ela seja uma fonte de renda alternativa), temos que pensar em como contar uma boa história. Todo bom texto conta uma história que comove o leitor e faz com que ele goste do que lê. Para além dos recursos de estilo, da gramática e das regras de redação, quero compartilhar com você 3 dicas que me ajudaram muito a escrever textos melhores. Vamos lá?!

1) Identificação

Vejo muita gente ter medo de criar textos humanos. Até a literatura fantástica parte de um ponto comum a quem a lê para entrar num mundo novo de fantasia. Quando nós escrevemos, sendo ficção ou não ficção, o leitor espera encontrar algo crível. Algo em que ele se veja, mesmo que esse “algo” não seja tão escancarado assim. Gerar identificação com o leitor é algo que precisa ser trabalhado no texto e, por muitas vezes, fazemos escolhas erradas no enredo da história que queremos contar por medo de não atingir isso. Já teve alguma história tua que era tão pessoal a ponto de você pensar em não escrever sobre ela porque ninguém iria entender? Errado. É essa história, pessoal e real, cheia de sentimentos e experiência, que vai despertar no outro a identificação. É essa história que faz com que alguém não se sinta sozinho no mundo. É o elemento humano no meio do particular que vai mexer com quem te lê. Se você escreve sobre pessoas, sentimentos e experiências, você precisa quebrar a barreira da exposição. É escrevendo sobre seus medos e vivências (ou transformando-as nas de seus personagens) é que você vai atingir o leitor.

2) Elabore o seu eu lírico

Na maioria dos textos que escrevo, não existe descrição física ou emocional da personagem. Tudo o que existe é um eu lírico em primeira pessoa narrando o que acontece com ele, emocional ou fisicamente. O que me ajuda muito a fazer algo crível e com desdobramentos legais é entender quem é esse eu lírico. Como ele fala? Onde ele está? Quais as cores preferidas dele? Quais as manias? E os maneirismos? Essas perguntas podem te ajudar a identificar a personalidade de quem fala no teu texto e não precisa, necessariamente, entrar na descrição do texto.

3) O texto não começa no começo

Todo texto tem um contexto. Você não precisa contar desde o início uma história para que o seu leitor entenda. Se você fala de uma mulher que abandona o marido para viver sua vida, você não precisa contar quem eles são, onde nasceram, como se conheceram etc. Durante o texto, a construção do personagem e do enredo pode trabalhar tanto aspectos passados e presentes quanto futuros, abrindo brechas para que o leitor complemente as informações com seu background cultural. Dessa forma, cada leitor tem uma experiência mais rica com a leitura e você constrói uma narrativa maleável, sem prender o leitor em algumas coisas.

Daniel Bovolento

Daniel Bovolento

Redator publicitário, produtor de conteúdo e escritor,
é a mente por trás do Entre Todas As Coisas, um dos sites de comportamento mais visitados do país.
Daniel Bovolento

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