5 vezes que a desobediência civil fez a diferença desde a morte de Martin Luther King Jr • We Love

5 vezes que a desobediência civil fez a diferença desde a morte de Martin Luther King Jr

Martin Luther King | Wikimedia Commons

Há cinquenta anos, Martin Luther King Jr. foi assassinado em Memphis. O líder dos direitos civis ajudou a levar os EUA para fora da sombra do racismo, que ainda pairava forte, e deixou para trás como legado o poder do protesto e da desobediência civil.

Da histórica Tea Party, em Boston, um dos eventos que deram vazão às indignações americanas e culminou na própria revolução americana, passando por Gandhi até o Black Lives Matter, a desobediência civil tem sido um meio poderoso de promover mudanças. “Temos a responsabilidade moral de desobedecer a leis injustas”, King disse uma vez.

Esse sentimento ressoou e talvez devesse ressoar ainda por muitas gerações, então listamos 5 vezes que a desobediência civil fez a diferença.

1. Durante a Guerra do Vietnã, em 1959, jovens norte-americanos rejeitaram sistematicamente o alistamento obrigatório por não concordarem com as razões do conflito.

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2. Em 1968, os corredores Tommie Smith e John Carlos chegaram ao pódio nos Jogos de Verão da Cidade do México, depois de levarem ouro e bronze, respectivamente, na corrida de 200 metros. Eles inclinaram a cabeça e ergueram os punhos de luvas pretas em protesto ao tratamento dos afro-americanos. Eles foram suspensos da equipe olímpica dos EUA pelo ato. “Sabíamos que o que faríamos era muito maior do que qualquer façanha atlética”, disse Carlos na época.

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3. A famosa foto de um manifestante sem nome parado na frente de uma linha de tanques do governo chinês, em 1989, é um dos exemplos mais fortes do quanto a desobediência civil pode ser importante. Lembrete vívido do potencial de uma única pessoa. A foto destilou a bravura e o horror da revolta da Praça da Paz Celestial em uma única imagem.

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4. No final de 2010, Mohamed Bouazizi, 26 anos, se autoimolou para protestar contra o controle autoritário do governo tunisiano. Seu ato evocou protestos que levaram o presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali a fugir do país. Depois disso, o movimento se espalhou pelo Oriente Médio iniciando a Primavera Árabe, que depôs o presidente do Egito depois da morte de manifestantes desarmados.

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5. Recentemente, o quarterback do time de futebol americano San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, decidiu se ajoelhar quando o hino nacional começava antes dos jogos. Um protesto pacífico e silencioso contra a opressão sofrida pelos negros nos EUA. Vários esportistas se uniram ao gesto gerando debates mundo afora. Apesar de ter sido demitido, Kaepernick ganhou o Muhammad Ali Legacy Award.

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David Moratório

David Moratório

Redator e analista de conteúdo, amante de livros, domingos em casa e series bobas. Filósofo de hamburgueria que acredita que a única salvação é o amor.
David Moratório

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