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6 motivos para assistir Mãe!

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Quando vi o trailer de Mãe!, durante uma sessão de um dos muitos filmes de terror que foram lançados em setembro, imaginei ser mais um daqueles filmes com a temática “casal compra uma nova casa, se muda, coisas estranhas começam a acontecer”. A chamada “você nunca mais vai esquecer onde estava quando assistiu Mãe!” só dava ainda mais a entender que se tratava de um filme de terror. Não é.

Bom. Pelo menos não da maneira como imaginei. É o horror da vida real. A ideia de que seria um filme desse gênero se esvaiu quando descobri que se tratava de mais um filme de Darren Aronofsky, mesmo diretor de Cisne Negro (2011) e Requiem para um sonho (2000). “É mais um filme pra descaralhar ainda mais nossa cabeça”, pensei. E foi. Mãe! não é um filme para quem quer levar uns sustos no cinema ou apenas dar uma relaxadinha depois do expediente. Economize seu dinheiro e faça uma maratona de Keeping up with the Kardashians ou Modern Family, se essa for sua intenção.

A lista a seguir é cheia de SPOILERS. Então, se quiser ser 100% surpreendido no cinema, pare por aqui. Aviso: você vai se surpreender com ou sem spoilers.

1. Aronofsky esfrega na nossa cara algumas verdades inconvenientes

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Trocadilhos à parte, o filme mostra, sim, como a nossa sociedade está doente. Em uma das cenas, um invasor está levando pedaços da casa que a personagem da Jennifer Lawrence reforma. Quando ela o questiona o porquê, ele diz: “porque preciso provar que estive aqui”. Em outra, um homem que está dentro de sua casa insiste para que ela passe seu telefone e, quando ela se nega, ele responde: “você é uma vadia egoísta”.

2. O filme aborda transtornos mentais

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A sensação que tive, durante boa parte do filme, foi a de estar em ou prestes a enfrentar uma crise de pânico. Eu, que venho controlando as minhas há algum tempo, sei o quanto multidões, mesmo que em locais abertos, podem ser sufocantes. A Mãe passa o tempo todo por isso.

3. É um retrato da sociedade

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“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Já ouviu essa frase? Pra mim, é uma belo exemplo de onde saiu o roteiro do filme. Para quem não sabe, o diretor escreveu o roteiro em 5 dias. “A história surgiu de viver nesse planeta e meio que ver o que acontece à nossa volta e ser incapaz de fazer algo (…) Eu apenas sentia muita raiva, ódio, e quis canalizar isso em uma só emoção, em um só sentimento”, contou.

4. O longa não tem trilha-sonora

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Aronofsky não nivela a inteligência do público por baixo. O filme todo não possui trilha sonora, o que quer dizer: ele não usa o recurso para fazer com que o público se sinta de uma determinada forma, deixando cada um livre para interpretações únicas.

5. Não existe certo ou errado

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Apesar do claro simbolismo bíblico, a trama ainda tem espaço para diálogos e reflexões sobre a natureza, o meio ambiente, relação homem-mulher, machismo e, até mesmo, fanatismo religioso. Basta querer enxergar.

6. Vai te fazer sentir desconfortável

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Mãe! não é um filme feito para aplaudir no final da sessão (só em São Paulo fazem isso?).  É uma obra cheia de simbolismos complexos e, muito provavelmente, você terá que pesquisar algumas coisas depois de assistir. O Adoro Cinema fez um resumo bem completo disso. Ainda sim, não é difícil se reconhecer em alguns comportamentos.

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