8 coisas que aprendi ao ficar 10 dias sem redes sociais • We Love

8 coisas que aprendi ao ficar 10 dias sem redes sociais

estudo redes sociais | pixabay

Abri o stories, coloquei a lente da câmera do celular sobre a calça jeans, tirei uma foto (preta) e, com letras brancas, escrevi: “até 2018, redes sociais”. Foi o que fiz no dia 22/12, assim que saí do trabalho.

Ainda lembro de quando me viciei: tinha quase doze anos, a internet banda larga tinha acabado de ser instalada em casa e… minha avó morreu. Para anestesiar a dor (ou não pensar em tudo o que estava acontecendo), passei a brincar com doll makers, acessar sites como o Just Lia (que já existia!) e pouco tempo depois, criei um Blig, o blog do Ig. Um tempo depois eu já passava mais horas com o computador do que com meus pais.

Hoje, boa parte do meu trabalho é nas redes sociais – o que meu filho acha o máximo, meus pais acham que é só uma distração e meus avós nem entendem. Assim como 73% da população, quase sempre penso em sair de todas as redes sociais. Nas minhas últimas férias, inclusive, saí de todos os grupos em que estava no WhatsApp – das amigas ao trabalho. Tenho certeza de que não fui bem vista, mas a opção era a melhor perto da vontade de deletar o aplicativo.

Por isso, 2017 foi o segundo ano em que experimentei ficar sem redes socias durante o recesso de fim de ano. Apaguei os aplicativos que restavam, carreguei o Kindle e esqueci em que lugar tinha guardado o carregador. E foi isso que aprendi:

1. É difícil acostumar o cérebro a deixar de fazer algo
Dizem que precisamos de 21 dias para criar um novo hábito. Nesses 10 dias, por diversas vezes, percebi que desbloqueava o celular e procurava pelo Facebook. Só alguns segundos depois me dava conta de que não tinha porque fazer isso.

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2. Sem celular na cama!
Mais difícil do que ficar sem redes sociais foi perder o hábito de levar o celular para a cama e algo que com certeza quero levar para 2018. Acordar e ver o que aconteceu (normalmente de ruim) durante as oito (sete? seis?) horas em que fiquei longe do celular, notícias das páginas feministas que sigo, ver 250 stories com xícaras de café e sucos verdes, de fato, não é algo que me faz bem.

mornings are for coffee and contemplation stranger things

3. Hackeie o sistema!
Esse item pode ser chamado: se não pode contra eles, una-se a eles. Se não pode ficar sem redes sociais, como eu, use-as a seu favor. Faça com que elas trabalhem pra você: qual é seu projeto de 2018? Escrever mais? Falar melhor em público? Aprender um novo idioma? Arrumar um emprego novo? Fale sobre isso, procure pessoas que te inspiram, faça propaganda de si mesmo e das suas habilidades. Fake it till you make it.

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4. Faça uma limpa em quem você segue
Já faz algum tempo que fiz essa limpa: parei de seguir marcas e pessoas que só estavam lá “por educação”. No feed, só quem me interessa de alguma maneira. Limitando as pessoas que você segue, seu tempo deixa de ser perdido com quem não acrescenta nada na sua vida. Os poucos segundos que você leva para rolar de uma foto para outra ou pular um story podem parecer pouca coisa mas, fazem uma grande diferença quando não estão ali. Dica extra: baixe a extensão Kill News Feed, no Chrome. Com ela, você consegue usar o Facebook normalmente, mas sem ter acesso ao feed.

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5. Os assuntos são sempre os mesmos
Alguma coisa acontece, todo mundo toma um lado, posta nas redes sociais, os memes surgem no Twitter, são printados – ou kibados – seguem para o Facebook, viram textão. A ordem segue ad infinitum e a gente vê diversos pontos de vista do mesmo fato até cansarmos ou, outra coisa relevante acontecer. Foi assim com o clipe de Vai, Malandra, no final do ano passado.

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6. Aproveite o momento
Clichê, né? Só me dei conta do quanto a gente foge do agora com o celular no dia em que dois amigos estavam no interior comigo e meu filho e passamos a noite toda brincando. Baralho, tiro ao alvo, frisbee, futebol. Dormi como há muito tempo não dormia. E a bateria do celular ainda estava em 96%.

kim kardashian gif cellphone selfie gif

7. Fazer nada é difícil
Da primeira vez que fiz essa experiência, li três livros em 15 dias. Dessa vez, com menos dias, foram dois livros e um iniciado. Fazer nada (nada mesmo) me traz angústia e ansiedade. Como assim nada pra fazer? Não vou lavar louça, ver TV, ver o que o amigo está fazendo em outro estado e como foi o Natal da sua tia no Norte? Não! Fazer nada, na verdade, te ajuda a fazer mais e, no meio do tanto de coisas que fazemos no dia a dia, é preciso dar uma pausa no cérebro de vez em quando.

8. Você não precisa provar nada pra ninguém
Você sabia que a vida exibida pelos seus amigos no Instagram é muito melhor do que a que eles realmente levam? É por isso mesmo que a sua noite de Ano Novo não precisa ser a mais incrível do feed, sua foto não precisa ser a mais bonita e não é porque você não postou nada que deixou de fazer algo legal. Aproveitar o momento, sem pensar em postar nada, na maioria das vezes é o melhor que pode acontecer ;)

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E você, já ficou sem redes sociais ou quer ficar sem? Conta pra gente no Twitter (ou, se preferir, mande um e-mail pra gente combinar um rolê offline)!

Ana Sasso

Ana Sasso

Editora do We Love. Pensa alto, fala sozinha e rabisca em papéis pelo caminho. Quando não está escrevendo, está pensando no que vai escrever. É jornalista, mas vive entre contar e inventar histórias aqui.
Ana Sasso

Comments

  1. Que legal este assunto. Estava procurando alguém que tenha “apagado a conta do WhatsApp” como acabei de fazer e encontrei este texto tão interessante. Mesmo sem gostar e nem ter redes sociais, tudo que escreveu me ajudou bastante. 🙂

  2. Adorei seu texto. Tbm fiz essa experiência de ficar alguns dias sem redes sociais (15 dias). O estranho é que depois de 8 dias acabei me acostumando a ficar sem usar redes sociais , já que eu não postava nada lá , e quase um mês depois acabei que fui e sai de todas as redes sociais (Twitter , Instagram , Whatsapp , Facebook). E quase 2 meses depois eu vi o tempo que eu perdia olhando coisas que não acrescentariam em nada na minha vida.

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