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8 marcas que sabiamente apostaram na causa LGBT+

pride

Junho é o mês do orgulho LGTBQ+ no mundo. As pride parades estão acontecendo nas grandes metrópoles e movimentando uma discussão AINDA TÃO necessária, principalmente no Brasil, que é o país que mais mata LGBT+. A cada 19 horas uma pessoa LGBTQ+ morre, além de ser o país que mais mata travestis e trans em todo o mundo! Um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que levanta dados sobre assassinatos da população LGBT no Brasil há 38 anos, registrou 445 homicídios desse tipo em 2017. O número aumentou 30% em relação ao ano anterior, que teve 343 casos.

São dados alarmantes para um país que nasceu dentro de uma diversidade de povos e culturas. Você não precisa ser gay para se assustar com esses números. Você não precisa ser gay para entender a importância e relevância de militar em prol da liberdade de outra pessoa. No fim do dia, somos apenas pessoas. Seres humanos buscando nos encontrar na vida, no trabalho, no amor. Temos as mesmas crises e os mesmos sonhos.

Durante muito tempo, a sociedade foi passiva e permitiu-se viver dentro desse “armário” imposto por alguém que, em algum momento, decidiu regular a liberdade alheia de amar. Nesse contexto, as próprias marcas não viam a necessidade de se posicionar, de levantar uma bandeira.

As marcas têm percebido que dialogar com o público formado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros, é vantajoso não só para os ganhos financeiros, mas também para a imagem da empresa. Talvez, muitas estão apenas “pegando carona” na discussão. Mas o importante é, sim, levantar a bandeira. Porque significa que algo não está ficando igual.

Nos últimos seis/sete anos, temos ouvido falar sobre a moda genderless ou agender. Muitas marcas de moda têm apostado nessa dinâmica de roupas serem apenas roupas. Durante muito tempo, deixamos a moda ficar no armário e não se expressar como, essencialmente, ela pode. A moda seguiu as barreiras heteronormativas impostas por uma sociedade essencialmente machista que regula, dita, limita e não permite que o diferente do comum seja visto.

Isso não é moda.

Moda é, essencialmente, um meio de expressão, que reforça a ideia de que você não precisa de um padrão para se sentir bem.

Deveríamos ser incentivados, todo o tempo, a doar todo o nosso potencial enquanto seres humanos criativos. Teríamos um mundo menos igual e menos limitador. Seríamos capazes de enxergar todo o potencial que os relacionamentos e o mundo podem oferecer.

Nos últimos anos, muitas marcas levantaram as bandeiras em prol do movimento LGTBQ+:

Tiffany&Co: Com 178 anos de história, foi a primeira das grandes joalherias a lançar uma campanha direcionada aos consumidores homossexuais. Feita pelo fotógrafo Peter Lindbergh, ela é composta por uma série de sete fotos de casais e leva o nome “Will You?” (Você quer?, em tradução livre). Em uma das fotos, dois homens são retratados e, segundo a porta-voz da joalheria, Linda Buckley, trata-se de um casal real. “O amor verdadeiro pode acontecer mais de uma vez a partir de histórias de amor que possuem uma variedade de formas”, afirmou Buckley em entrevista à CNN.

MAC Cosmetics: Em plena pandemia de Aids, no início dos anos 1990, a canadense MAC Cosmetics lançou o batom vermelho Viva Glam, com o objetivo de arrecadar de fundos para dar suporte a homens, mulheres e crianças portadoras do vírus HIV. O funcionamento da ação é simples: cada centavo obtido com a venda dos produtos da linha são voltados ao Mac Aids Fund, que prioriza iniciativas de prevenção, tratamento e garantia de necessidades básicas a pessoas com HIV em diversos países. Entre os garotos propagandas da Viva Glam estiveram a estrela drag Ru Paul, a atriz lésbica kd Lang e o cantor homossexual Rick Martin. Atualmente, a protagonista da atual campanha é a cantora SIA.

Chanel: O estilista Karl Lagerfeld transformou em arte a sua posição política a favor do casamento igualitário na França. Ao final do desfile de alta-costura da Chanel, na semana de moda de Paris de 2013, duas mulheres vestidas de noiva se apresentaram junto com o sobrinho do estilista, encerrando o evento com um tom de protesto. “Eu não entendo esse debate. Desde 1904, na França, a igreja e o Estado estão separados”, desabafou o estilista. Após meses de controvérsia, a França aprovou o casamento gay em abril do mesmo ano, se tornando o 14º país a legalizar a união e também a adoção por parte de homossexuais.

Nike: Para celebrar a paixão pelo esporte entre todos os atletas, independentemente de sua orientação sexual, a Nike lançou nos Estados Unidos, em 2012, a coleção #BeTrue (Seja verdadeiro). Os tênis e as camisetas da linha têm cor predominantemente preta, alternada com uma diversidade de outras cores que remetem à bandeira do arco-íris. De acordo com a Nike, o conceito foi diretamente inspirado na comunidade gay. A empresa se comprometeu a doar até 500 mil dólares do lucro da venda de produtos da coleção à LGBT Sports Coalition, grupo dedicado ao combate da discriminação no esporte. “Nós somos uma empresa comprometida com a diversidade, a inclusão e a liberação do potencial humano”, afirmou Tim Hershey, vice-presidente de merchandising global e executivo-chefe da rede de amigos e funcionários LGBT da companhia. “A Nike acredita que se você tem um corpo, você é um atleta”, acrescentou.

Starbucks: Para a maior rede de cafeterias do mundo, defender o direito dos gays implica em enfrentamento. Na reunião anual de acionistas da companhia, em 2013, Howard Schultz discutiu com um acionista que questionava o apoio da empresa ao casamento gay. “Com todo o respeito, se você acha que consegue um retorno melhor que os 38% que obteve no ano passado, este é um país livre. Você pode vender suas ações do Starbucks e comprar papéis de outras companhias. Muito Obrigado”, afirmou. Em 2012, a empresa apoiou um projeto de lei do estado de Washington que previa o casamento gay e, em 2011, fez parte de um grupo de 70 companhias que se opuseram a um projeto de lei que restringia definição de casamento apenas entre homem e mulher.

(Essa é, talvez, a única marca que eu consigo acreditar que não há apenas uma estratégia de marketing por trás. Afirmo isso com conhecimento de causa from inside REAL OFICIAL: “Starbucks takes sides, Bruna. We’ll always raise flags to build a better place to live”. #HostDadRocks <3)

Em tempo real

A Disney acaba de lançar a ‘Mickey Mouse Rainbow Love’. A peça traz um chapéu vermelho, com orelhas em tons de arco-íris e as mãos do famoso personagem formando um coração – com as cores de arco-íris. O acessório está à venda nos parques localizados em Orlando e na Califórnia, por $17,99.

A ADIDAS lança o quarteto que forma o ‘Pride Pack’ 2018, que é composto pelos modelos PURE BOOST DPR, I-5923, CAMPUS E DEERUPT. Todos trazem base bege e detalhes coloridos em tons claros. As características técnicas de todos os modelos são mantidas e em suas palmilhas podemos ver efeitos que remetem ao arco-íris – símbolo dos movimentos LGBTQ+, além da inscrição “LOVE UNITES”.

A C&A está lançando uma coleção de peças para festejar a diversidade.  Intitulada de Coleção Pride, a nova linha faz parte da proposta da companhia de promover a moda como uma forma de livre expressão que chegou às lojas com estampas nas cores do arco-íris. A iniciativa foi desenvolvida pelo Comitê de Diversidade da C&A, formado por 60 funcionários que se dividiram em três frentes para abordar questões de gênero, raça e LGBTQ+. A ideia foi, então abraçada pelo setor comercial, já que os clientes da marca costumam ter empatia com o tema da campanha.

Ficamos felizes em perceber que mais marcas estão se posicionando. Acreditamos que liberdade é um direito universal, assim como amor. Porque o amor TEM QUE SER amor em qualquer lugar do mundo.

Love is a must have for life.

Bruna Guimarães

Bruna Guimarães

Jornalista & fashion lover. Made in Aracaju, living in São Paulo. Acredita que o amor é sempre destino e glitter, uma segunda pele. Louca por carnaval e mar e sorrisos e pessoas interessantes.
Bruna Guimarães

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