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Amar é, antes de tudo, acreditar

boy looking garoto campo sol sunset tumblr | pexels

Eu não sei o momento exato em que eu me apaixonei por você. Não sei se foi quando você desabotoava a sua camisa na primeira transa pedindo um pouco de paciência porque você tinha vergonha do seu corpo. Não sei se foi quando você me enchia de fotos dos seus dias de férias enquanto eu me cobria de papeis burocráticos da rotina. Não sei se foi quando você dormiu pela primeira vez na minha casa e pediu licença para deitar na cama. Mas aconteceu. E tem acontecido.

Segura esse trecho, voltemos a falar de amor ali na frente…

Paixão é arrebatadora, meus caros; chega sem esperar e te deixa sem defesa. Sem avisos ou preâmbulos, nos vemos amarrados a uma história que, há pouco tempo, sequer existia. Eu não estava preparado; acho que ninguém está na verdade. E dá medo, como dá…

Vulnerabilidade é o mais difícil dos sentimentos. Fomos educados a afastá-lo, evita-lo, ignora-lo. Tínhamos que ser fortes; o tempo inteiro. Faltou treinamento, então. Dói saber que alguém tem o poder de te magoar ou que nem tudo o que você sente está sob o seu domínio. Dói saber que você não é e nem nunca será perfeito. Ser vulnerável é, antes de tudo, se expor a você mesmo. E estar disposto a se aceitar.

São duas paixões, portanto, o tal do processo de se apaixonar. Primeiro, você entende que ama o outro e se declara, se abre, se deixa desprotegido. Sem proteção, você precisa aprender a se amar. Essa tarefa é mais difícil porque sempre estamos dispostos a perdoar o outro, mas nunca ao autoperdão.

Essa é a hora de acreditar.

É a hora de falar de amor de novo…

Eu estou acreditando em você. Enquanto caminhávamos naquele parque deserto falando amenidades ou porções de verdades, eu te olhava. Livrei-me de toda capa de proteção possível e deixei você perceber a questão que pairava na minha cabeça há dias: posso ter o direito de me amar?

Seu rosto, ainda que ilustrando a sua confusão mental de sempre, de quem calcula o que sente e o que fala o tempo inteiro, me deu a resposta: pode.

Não sei ao certo se a minha percepção é verdadeira. Mas nunca sabemos. Percepção é para si próprio. A gente guarda. Ainda que errônea ou, até mesmo, ingênua, foi a resposta que eu resolvi acreditar. Porque paixão e amor são isso, a gente nunca sabe ao certo. Enquanto nos sentirmos hesitantes, tá tudo bem. Vai ficar tudo bem.

Adler Berbert

Adler Berbert

Editor do We Love. Jornalista, curte frases de efeito, acha que sabe jogar vôlei e está viciado em tirar fotos de anúncios nos postes da cidade. No colegial, foi expulso da banda marcial por não ter ritmo, mas ainda continua acreditando que tem potencial musical.
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