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Cansa ser forte

toy strong | pexels

Hoje em dia somos cobrados full time: Para dar conta, para fechar a conta, para encurtar a conta.

Cobrados para ser fortes, não se deixar abater, manter o foco, a força, seguir em frente, somar o aprendizado e continuar caminhando.

São as premissas das frases motivacionais que inundam perfis e grupos por aí, assim que a gente abre a rede social pela manhã. A ideia era ver os amigos, coisas fofinhas e começar o dia, mas somos cobrados! Ok, essa pode ser a minha percepção porque estou com essas lentes nos olhos e na mente.

Quer saber de uma coisa de verdade?

CANSA ser forte!

#moveon cansa, o keep walking cansa, o positivismo cansa!

Eu não quero mais aceitar a pressão de ser forte, focada e objetiva. Quero ter momentos de dúvidas, de questionamento e de revisão – dos objetivos, das escolhas, da vida.

Por que tenho que ter a certeza de que todas as escolhas que fiz são certas e de que, se não estou feliz com isso, é porque é apenas uma fase ruim? “Mas os fortes sobrevivem!”

Curiosamente estava no salão fazendo as unhas e ouvindo uma reportagem na TV sobre o que é ser feliz. A grande maioria dos entrevistados falava sobre não se deixar abater pelos problemas, ser forte e manter a família unida, saber que tudo vai passar e por aí vai.

Sim, é cultural.

A gente é forçado a acreditar que vamos passar pela tempestade sendo fortes. Que sendo forte as coisas só resvalam em nós, sem nos abater.

E mais, revelar fraqueza, reconhecer que as tem, admitir que não é infalível, é uma forma de crescer, de aprender, de saber até onde pode ir/chegar.

Curiosamente também, a maioria dos entrevistados relacionava, de certa forma, a felicidade com estabilidade (financeira). Só existe felicidade numa vida estável? Em todos os pontos das nossas vidas?

Na minha cabeça isso é impossível.

Não só porque todos os dias temos, nas diversas esferas de atuação, pontos positivos e negativos, mas também porque querer uma vida estável nos leva à acomodação.

Talvez, quando acomodados, consigamos ser FORTES, mas sendo inquietos, jamais.

Os inquietos estão em busca de mais: conhecimento, oportunidade, amor… Não de força!

Lele Sordili

Lele Sordili

Uma louca apaixonada por tecnologia e trabalhos manuais... Mãe de dois, professora, designer. Empreendedora desde os 10 anos, quando arrumava o armário da irmã para descolar uns trocados para comprar bonecas de papel! Autora do blog Eu, ele e as crianças
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