Cartas de um (quase) Amor – Parte I

jovem | pexels

Você é um desses caras com o sorriso lindo, que todas garotas desejam e é isso o que me preocupa. Queria poder dizer que não sinto nada, mas você me causa suspiros e ainda não sei o significado disso. A verdade de tudo é que eu não quero te perder pela manhã do próximo mês ou do próximo ano, e é por isso que estou te afastando hoje.

Estou te mandando sair da minha vida por medo do futuro; sei que parece covardia da minha parte, mas o amor causa danos que carregamos pra eternidade. Você não devia me olhar assim, digo, com essa cara de cachorro sem dono, pois eu tenho vontade de te cuidar…

Só não quero apostar todas as fichas que me restaram num cara que conheci há alguns meses no bar de uma boate. Você tem cara de quem ama fazer bagunças e eu só preciso de alguém que arrume minha vida. Eu ainda gosto de você e do teu sexo, das tuas mãos nas minhas e das conversas jogadas fora nas tardes de domingo. Eu ainda te acho lindo em silêncio e passaria uma vida te olhando assim.

Me machucaram tanto que carrego em mim incertezas e medos. Sei que é injusto te culpar pelos feitos de outrem, me desculpe. Eu te amo, saiba, mas estou com uma ferida enorme no peito, querido. Por isso, tenha em mente: alguns amores foram feitos apenas para serem sentidos, jamais vividos. Adeus!

Daniele Vaz

Daniele Vaz

Escrevo para tirar sentimentos que muitas vezes “não coloca pra fora”. Me conheço mais e mais a cada texto, frase ou poesia. Me inspiro, principalmente, em Charles Bukowski, reconheço-o como meu “ponta pé” para iniciar a vida artística.
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