De mãos dadas – We Love

De mãos dadas

de mãos dadas

Tenho visto pessoas fingindo sentimentos por aí, mas também os mais puros sendo concretizados de formas tão simplória como nos livros de Nicholas Sparks. Aqueles que não se tratam de ser piegas, mas são doce em sua essência. 

Semana passada fui ao cinema e quando as luzes se apagaram, um casal em minha frente não tirava os olhos da tela e as mãos umas das outras. E como se acariciavam como se estivesses piscando os olhos, o mais natural impossível.

A vida a dois é feita de momentos como esse; e de momentos que nos fazem chorar por quase nada, só com aquele medo de estar fazendo tudo errado, de não estar nos melhores dias, de ser frágil quando deve ser fortaleza. Mas o que vale é a construção diária da quebra desses furacões que vêm do nada e, graças a Deus, também se vão do nada. Por mais que a friagem da manhã traga uma lágrima de tristeza, quando a noite cai o seu sorriso destrói todo o mal que pensou em vir.

Esses olhos pequenos que ficam ainda menores ao acordar me trazem a certeza da felicidade… E não há nada mais piegas que dizer “meu coração é você”.

Um Homem de Sorte*

Gostava da maneira como ele a fazia se sentir. Gostava de ter percebido que ele a achava atraente, porém sem possuir nenhuma urgência ou desejo ansioso que os homens frequentemente demonstravam quando olhavam para ela. Pelo contrário, parecia feliz simplesmente pelo fato de estar ao lado dela, e, sem saber o motivo, era exatamente isso que precisava.

Andrea Cerqueira

Andrea Cerqueira

Jornalista, meio Woody Allen, meio Bridget Jones, adora fotografia, e é viciada em música. Se apresentou com uma banda apenas três vezes na vida, mas ainda acha que pode ser a nova Rihanna/ Beyoncé. Pisciana nata.
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