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Estar na liderança é bom, mas é ruim

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O desejo da maioria das microempresas é o de se tornar estável e ganhar algum lucro, porém, quando essa vontade torna-se realidade e as coisas começam a prosperar, muitas vezes os sonhos mudam e o objetivo passa a ser outro.
Inúmeras empresas buscam sua expansão através de franquias e, com isso, fortalecem suas marcas garantindo um maior raio de atuação e de branding, mas também entram na disputa pela liderança no segmento, seja ela na própria cidade ou estado de origem. Dessa forma, o objetivo deixa de ser vender mais e torna-se algo muito maior.
O grande problema de estar no topo é que muitas vezes a atenção e esforços deixam de estar focados no desenvolvimento da marca, na percepção do mercado e dos consumidores e passa somente a ser regida por números, sejam eles de lojas, funcionários ou faturamento.
Uma das maiores redes de fast food do mundo esta sentindo na pele, ou melhor, nos números, que o topo tem um alto preço. Segundo  Drew Harwell, do Washington Post, a rede Subway (fundada em 28 de agosto de 1965, por Fred DeLuca e Peter Buck, na pequena cidade de Bridgeport e ainda sob o nome de Pete’s Super Submarines) está sofrendo uma dura queda nas vendas e na popularidade.
Só nos EUA, eles caíram 3%, cerca de U$ 400 milhões no ano passado, um número bem maior e mais preocupante do que qualquer uma das 25 principais redes de fast food do país.
O Subway continua sendo líder em números, mas já sente o peso da responsabilidade de se manter soberano.
O motivo? Após assumir a liderança do seu segmento com inovações e opções saudáveis, a rede parou de inovar; por outro lado, seus concorrentes tiveram que correr atrás do prejuízo e sair da zona de conforto.
Momento “eu já vi esse filme”: em Avatar, o Na’vi Jake Sully, interpretado pelo por Sam Worthington, consegue dominar o Toruk Makto e sua célebre frase deveria fazer grandes empresas refletirem, afinal, se ninguém o ataca, por que olhar para cima? (“The way I had it figured, toruk is the baddest cat in the sky. Nothing attacks him. So why would he ever look up?”).
A concorrência não escolhe uma fórmula, simplesmente cria, inova, articula e o duro golpe pode vir de onde menos se espera.
Flavia Francis

Flavia Francis

Publicitária, taurina, pescadora com ascendente em escorpião. Quando some, tá na praia, com seus anzóis ao mar curtindo a brisa e a solidão. Tem uma queda por descobertas e um desabamento por rimas e emoção.
Flavia Francis

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