Eu gosto de você! • We Love

Eu gosto de você!

Eu gosto de você!

“É que eu sou fraco, frágil, estúpido para falar de amor, mas se for com você eu vou”, entoava nos meus fones o cantor Jão, uma das novas apostas da música brasileira – obrigado, “Descobertas do Spotify”.

Engraçado o quanto passam despercebidas as letras de amor quando não estamos apaixonados, mais espantoso ainda o quanto fazem sentido quando estamos com alguém especial. É como se o disco estivesse tocando de trás para a frente; até que aparece essa pessoa e coloca tudo em seu devido lugar: todas as notas e as melodias.

De repente, a vida tem mais cor. O céu fica mais azul. Afinal, você acorda mais cedo aos finais de semana para fazer aquele programa que até então parecia chato, tedioso… Aquele simples pingado acompanhado do pão na chapa na padoca ganha um ar poético, assim como procurar vagas para estacionar enquanto a sua mão repousa na minha perna. Até mesmo enfrentar as filas no supermercado para comprar cerveja sem álcool parece uma boa ideia. E montar aquele móvel novo seguindo manuais indecifráveis conquista status de aventura ao seu lado.

Contudo, nem tudo é maravilhoso nesse começo. Há o frescor da novidade, há a perturbação da novidade. A gente observa e percebe o quanto precisamos aprender da pessoa ao nosso lado; suas manias, seus segredos, suas cismas, seu jeito de dizer que não está bem. O silêncio denuncia – “vamos conversar?”.

Vamos.

O sentimento grita, é visível, posso tocar, exala do corpo apaixonado, suspiro sem perceber, faço planos do infinito… “Como sobrevivi tanto tempo sem sentir isso?”, penso. Navego entre sons escolhidos aleatoriamente pelo Spotify, a vontade é de pegar esse sentimento, guardar num potinho e usá-lo de forma homeopática pelo resto da vida. Os compositores todos dessas canções de amor, que agora eu entendo, dizem ser possível. Sejamos otimistas, portanto.

E os frios hão de me desculpar por essa fala, mas, meus caros: amar é fundamental.

Danillo Paschoal

Danillo Paschoal

Administrador de formação, aventureiro de vocação. Nascido na Mooca em São Paulo, fala” meo” mas acha que não tem sotaque. Curte sua bike, signos, broa de milho e café.
Danillo Paschoal

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Comments

  1. Noemia Kazanova

    Danilo,você tem toda razão,amor é básico pra vida ficar linda!Adorei!

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