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Halloween: o Dia das Bruxas

Halloween | Crédito: Pixabay

Essa semana temos o dia das bruxas, ou, Halloween e, já que adotamos o futebol americano, a Black Friday e a Cyber Monday, melhor saber por que vamos nos fantasiar, né?

Eu não sabia, mas a Wikipedia me explicou que a palavra Halloween é uma contração de All hallows evening, ou seja, noite de todos os santos. O ritual de festejar essa noite vem de longa data; alguns dizem que é apenas um ritual Cristão (celebrando o dia dos mortos), outros dizem que a festa tem origens pagãs. Se assim for, a origem é datada entre 800-600 B.C. e, coincidência, ou não, o dia 31 de Outubro – para você, que mora em Marte com o Jason Bourne, esse é o dia do Halloween – é o último dia do calendário Celta. Para os que seguiam essa “religião”, esse era o último dia de festas antes do inverno, o dia que celebrava a “morte da vida e da natureza; a morte da lavoura.”

Entre os gauleses, é o dia em que celebravam o Ano Novo; o final oficial do Verão, o Samhain.

Historiadores dizem que, quando os Romanos invadiram a Gália – hoje, França (sugestão: leia Asterix e deleite-se) – e a Bretanha, muitos de seus rituais se misturaram aos do Samhain, particularmente, o antigo festival Romano de Pomona, a Deusa das frutas e jardins. Esse era celebrado em 1 de Novembro e era um dia para honrar os santos e os que haviam recém deixado os vivos. Sabemos que a Igreja Católica Romana celebra o All Saints’ Day, ou All hallows no dia 1 de Novembro.

O que parece é que, nessa mistura entre culturas, o dia dos mortos e o dia dos santos virou um grande festival, começando na noite do 31 de Outubro com uma celebração da vida – ainda que retrate os mortos – e continuando no 1 de Novembro com uma celebração da morte, em preparação para o Inverno. (Para os que não necessariamente foram a todas as aulas de Geografia: no hemisfério onde tudo isso começou, nesse momento, Winter IS coming.)

Segundo os registros que eu achei, a história de trick or treat começou com os Irlandeses (why am I not surprised, os caras praticamente acreditam em duendes) e essa tradição somente cruzou o Atlântico, em direção aos mestres de monetização-de-tudo-e-qualquer-coisa, no século dezenove.

Hoje, o Halloween significa coisas diferentes para diferentes povos, culturas e países. Na França, as crianças pedem doces e flores e usam os treats para embelezar os túmulos das famílias no dia 1 de Novembro. Os Alemães escondem todas as facas da casa, evitando, dessa forma, que os fantasmas que buscam vingança consigam ser bem sucedidos. Os jovens suecos têm férias da escola a semana toda e os adultos têm dias mais curtos no trabalho. (Esses suecos, sempre sabem que, entre o cartaozinho da Hallmark e o day off, bom, você sabe.)

Eu descobri que os Americanos gastam, em média US$77 para se fantasiarem no Halloween. As fantasias, claro, têm origem nos festejos antigos: se a lógica era que, no dia 31 de Outubro, ao celebrar o final do Verão, estávamos celebrando os mortos, as oferendas eram feitas para esses. Portanto, nada mais lógico do que se vestir como um – morto – para, bem, coletar, as tais oferendas. Junto aos mortos, entre os séculos 9 e 12 – pense: Baixa Idade Média -, acreditava-se que as fadas, demônios e bruxas também saíam para passear nesse dia.

Até que tudo vira diversão na América na era Vitoriana quando se fantasiar para o Halloween vira um assunto “sério”. As descobertas de Darwin sobre a Teoria da Evolução e a Revolução Industrial fazem as pessoas buscarem conforto em verdades de eras mais simples (opa, alguma semelhança com o presente?) e na cultura, ou seja, as fantasias ficaram ainda mais criativas. A moda de festas de máscaras no início do século 20 apenas acentua o ritual, já que o final de Outubro marcava a volta para a cidade das famílias que iam passar o Verão em suas casas de campo.

O Halloween é, hoje, uma das melhores desculpas – depois do Carnaval – para se vestir de vampiro, bruxa, Bob Esponja ou Jedi, que qualquer um ligado à cultura ocidental tem. Se, no passado, a fantasia permitia garantir comida e bebida, hoje garante diversão. Se você souber de uma festa, vá. Se não souber, marque a sua. Eu garanto que é mais libertador do que cantar no karaoke depois de cinco vodkas com Coca-Cola. E muito mais verdadeiro do que postar comentários anônimos em sites na Internet.

Fefa

Fefa

Administradora, wannabe escritora. Tenho alergia a quem usa muito jargão, acha que design thinking é novidade e não respeita o tempo dos outros. Se eu pudesse viajar no tempo e conhecer uma pessoa, essa seria a Rainha Elizabeth I.
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