Eu entendo a sua ausência, mas é impossível não sentir sua falta – We Love

Eu entendo a sua ausência, mas é impossível não sentir sua falta

Para ler ao som de Stone, da cantora Alessia Cara

Eu sou uma pessoa difícil.

É, eu sou uma pessoa muito complicada, cheia de problemas e limitações próprias que me fazem pensar que diabos eu tô fazendo aqui, porque eu realmente… Eu realmente não me sinto pertencente a lugar nenhum, e me sinto tão firme como um prego na areia. Mas ficar perto de você me deixa mais leve, me deixa melhor e eu consigo me concentrar em tantas outras coisas.

Você é a pedra que me prende ao chão, o meu centro de gravidade, a única pessoa que ficaria depois do fim. A pessoa que segura minha mão quando parece que tudo vai desmoronar de novo e, quando eu penso que estou sozinha, você aparece envolto de uma luz branca incrível, parecendo um anjo.

Mas eu também me sinto mal quando você tá longe, porque as coisas parecem me atormentar e eu tenho a sensação de que estou andando em uma corda bamba, sozinha. E essa corda bamba tem começo do Empire State e vai até o prédio mais alto do Brasil. Parece que eu vou cair porque a altura é muito vertiginosa e eu tenho a sensação horrível de que vou morrer e ninguém virá pro enterro.

Parece, também, que tem um pedaço de mim faltando e, quando sinto que estou na corda bamba, parece que é o ponto de equilíbrio que me fora tirado, mas se você aparece… Ah, se você aparece, a corda some e tudo o que eu sinto volta a ser completo, não metade.

A única coisa que eu queria agora era me sentir completíssima. Porque é mais do que simplesmente completa, é mais do que ter uma pessoa me segurando no chão. É sentir que tenho um universo alinhado, com sol, lua e planetas funcionando perfeitamente dentro de mim. É sentir que não tem nada me atormentando. É ficar tranquila, deitar no sofá da sala amarela e olhar o teto enquanto a gente ouve música, em silêncio, sem ligar pro tempo, pras pessoas, pra chuva, pra nada.

Eu entendo a sua ausência, mas é impossível não sentir sua falta.

Gabriela Reis

Gabriela Reis

Gabriela Reis tem 20 anos de idade, cursa jornalismo e é apaixonada pela escrita desde novinha. Autora do blog disenchanted, costuma misturar poesias, contos e desabafos emocionais sobre sua vida cotidiana. Acredita que a jornada da vida seja mais bonita se for acompanhada, e crê sempre no lado bom das pessoas, mesmo que isso custe sua paz de espírito.
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