Já não te faço feliz, portanto, não ousarei te prender – We Love

Já não te faço feliz, portanto, não ousarei te prender

Você pode ir, eu não vou espernear e nem implorar pelo seu amor. Fique tranquilo, pois essas lágrimas que escorrem agora pelo meu rosto vão cessar e eu irei ficar bem. E, do outro lado, eu irei me esforçar pra ser melhor pra mim e achar alguém mais legal que você.

Sem mágoa, sem ressentimento, só uma dorzinha de cotovelo quando eu me deparar com você e outro alguém, porque eu sei que vai doer… Mas pode ir, é sério. Já não te faço feliz, portanto, não ousarei te prender.

Pra que insistir se você já não gosta de frequentar aquele barzinho que tanto amo e se já não dividimos mais os fones? Pra que continuar se nós já não suportamos os nossos silêncios se confundindo? Uma parte de mim quer implorar, mas estou certa de que sua partida é a melhor forma de eu descobrir que a solidão a dois não compensa.

Com ou sem você, eu estaria sozinha. E se eu ligar bêbada, desculpe o momento de fraqueza, mas é difícil fingir que a saudade não existe, e aí eu prometo colocar a culpa na cerveja e fingirei ter tido perda de consciência. Vou bancar a envergonhada e pedir desculpas, talvez chorarei baixinho na volta pra casa e te direi pra ficar tranquilo e que isso jamais acontecerá de novo. E dois dias depois quebrarei essa promessa…

Fica tranquilo, isso não vai ser pra sempre, assim como o amor passou pra você, vai passar pra mim, eu acho. Talvez vire tédio, cansaço e, embora eu não te esqueça, ficará insuportável continuar te amando. Se eu te bloquear e desbloquear inúmeras vezes, fique tranquilo. Foi só curiosidade em saber se foi mais fácil pra você esquecer. Vai parecer que sim e eu vou ficar mal, repetir o bloqueio e depois voltar atrás. Não é a sua felicidade que vai me magoar, querido, mas a minha incapacidade em conseguir ser feliz sem você.

Daniele Vaz

Daniele Vaz

Escrevo para tirar sentimentos que muitas vezes “não coloca pra fora”. Me conheço mais e mais a cada texto, frase ou poesia. Me inspiro, principalmente, em Charles Bukowski, reconheço-o como meu “ponta pé” para iniciar a vida artística.
Daniele Vaz

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