#MeToo: O que nós, homens, podemos fazer • We Love

#MeToo: O que nós, homens, podemos fazer

#MeToo: O que nós, homens, podemos fazer

Você provavelmente deve ter se deparado com alguma postagem nas suas redes sociais com #MeToo nos caracteres. A hashtag surgiu no Twitter depois que a atriz Alyssa Milano compartilhou em sua página um print convocando todas as mulheres que sofreram assédio sexual a compartilharem suas experiências. “Se todas as mulheres que foram assediadas sexualmente postarem #MeToo (eu também) em suas redes, podemos dar às pessoas uma sensação da magnitude do problema”, sugeriu.

A campanha surgiu após o produtor de cinema americano Harvey Weinstein ser acusado de assédio e abuso sexual. A investigação do The New York Times detectou uma série de relatórios que descrevem décadas de criminalidade. Diversas atrizes afirmam terem sido estupradas por ele; e nomes como Angelina Jolie, Kate Beckinsale e Gwyneth Paltrow também corroboram com a denúncia, assegurando o perfil do acusado.

Mais de 12 milhões de pessoas em todo o mundo compartilharam suas experiências de abuso e assédio sexual após a hashtag explodir nas redes sociais. E, às vezes, é preciso que as pessoas vejam o tamanho da abrangência dessa discussão para entender o quão generalizado é o problema. Mas o que nós, homens, podemos fazer? Essa é a conversa que devemos ter:

  • Escute. Quando uma mulher falar sobre sua experiência de agressão sexual, ouça. Você não precisa dizer muito. Você só precisa escutá-la.
  • Acredite. A parte mais assustadora de dizer a alguém que você foi assediado é que podem não acreditar em você.
  • Eduque os seus amigos. Não deixe seus amigos julgar as mulheres, não deixe que as rotulem.
  • Não faça piadas impróprias. Estupro e assédio não são motivo de risada. Se as pessoas ao seu redor estão fazendo piadas sobre o assunto, corte imediatamente.
  • Nunca aborde motivação para tal ato. “Ele sempre é assim quando está bêbado”, não é ok. “Ele está brincando, ele não quis dizer isso”, também não.
  • Aprenda a compartilhar também, pois isso também pode acontecer com os homens. Abuso sexual nos afeta com menos frequência, mas acontece. E por causa da expectativa de “masculinidade” que a sociedade aplica aos homens, pode ser mais difícil para a gente compartilhar nossos sentimentos.
  • Não ao “mansplain”. Não é porque abuso também pode acontecer com os homens ou que você seja bastante informado sobre o assunto que você vai impor sua opinião quando uma mulher estiver dividindo sua experiência.
  • Respeite, sempre! Vivemos em um mundo em que mulheres são atacadas diariamente e as pessoas que as cercam, inclusive outras mulheres, as julgam como mentirosas ou exageradas.

Crescemos em uma sociedade extremamente machista, uma vez que apreendemos os estereótipos de “gentileza”, “beleza” e “fragilidade” em torno das mulheres. Se você seguir essas dicas nesse momento importante de visibilidade, é um começo para conduzirmos a nossa sociedade para um mundo mais justo e menos assustador para elas. É uma maneira simples de começarmos a merecer o título de “homões da porra”, que nada mais é do que tratar as mulheres do jeito que elas merecem: como iguais.

Leia também: Porque precisamos combater o machismo no dia a dia

Texto baseado no artigo do Metro UK*

Adler Berbert

Adler Berbert

Editor do We Love. Jornalista, curte frases de efeito, acha que sabe jogar vôlei e está viciado em tirar fotos de anúncios nos postes da cidade. No colegial, foi expulso da banda marcial por não ter ritmo, mas ainda continua acreditando que tem potencial musical.
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