A bússola do amor: onde encontrar o equilíbrio? • We Love

A bússola do amor: onde encontrar o equilíbrio?

Muito perto ou muito distante: como estamos em relacionamentos

A maioria dos problemas nos relacionamentos pode ser resumido assim: alguém não está dando muito valor e alguém, ao contrário,  está dando valor demais. Encontrar o equilíbrio entre estes dois estados é um feito raro e só é possível quando, por um lado, sabemos como reconhecer que precisamos do amor do outro – e, por outro lado,  saber que vamos sobrevir ao fim do relacionamento, nunca que eles precisam de nós, o que é bem egoísta.

Sem esse equilíbrio, no primeiro sinal de decepção com um parceiro, só corremos para longe da dor. Nós, habitualmente, já nos isolamos em “nossas ilhas”, trabalhamos muito, vendo outras pessoas, convencendo-nos e aos outros que tá tudo bem – e, acima de tudo, não querendo falar sobre isso.

A psicologia aponta que a suspeita e a frenesi são sentimentos comuns quando nos deparamos com ambíguos momentos de amor. Um humor ligeiramente distante já entona rejeição; um momento um pouco confuso é um prelúdio quase certo para o fim. Nossa preocupação pode ser tocante, mas nossa maneira de expressá-la é menos. Nós os repreendemos por nos afastarmos por um momento, os forçamos a nos mostrar seu compromisso, mas, no meio do caminho, colocamos armadilhas burocráticas. Ficamos muito bravos em vez de admitir, com serenidade, que estamos preocupados e queremos, acima de tudo, fazer as pazes.

Precisamos aprender a dizer ao parceiro que eles nos machucaram, em vez de mentir e fingir desinteresse. Devemos tomar para nós o risco de ficar em frente a eles e dizer que fomos feridos e estamos a mercê deles.

Mas também devemos melhorar nossa capacidade de interpretar momentos ambíguos sem auto-desprezo. Saber dar espaço,  torcendo para que eles voltem, mas, com a certeza de que vamos sobreviver, mesmo que não o façam. Não devemos ficar furiosos e ríspidos com eles quando parecem ter nos decepcionado: simplesmente devemos dizer que estamos com medo.

Podemos começar a jornada em direção ao equilíbrio de tudo que sentimos com algumas perguntas simples: somos aquele que não está dando muito valor ou aquele que está dando importância demais? Nos perguntando o que, no passado, fez com que ficássemos; entendendo como agimos em nossos relacionamentos e imaginando nós mesmos como um daqueles indivíduos abençoados que sabem como navegar os riscos do amor com um pouco mais de confiança e equilíbrio. É como uma bússola; a medida que nos mexemos o caminho vai apontando uma nova direção: aquela que precisamos seguir. 

Texto baseado nos textos maravilhosos do The Book Of Life.

David Moratório

David Moratório

Social Media, wanna be publicitário, traça de livrarias e filmes de super heróis. Budista e filósofo de buteco que já pensou que o "Universo numa Casca de Noz" fosse um livro de biologia e que acredita que a única salvação é o amor.
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