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Eu não sou o que você chamaria de uma girlie girl. Tô mais pra Tomboy que para Betty Boo, apesar da franja – que eu imitei da Maysa, depois de dizer pra ela em alto e bom som que ela parecia uma paquita no dia em que ela cortou – e de ter aprendido a usar o cabelo solto, tendo a continuar a tentar andar de skate e colecionar tênis e tem pouca coisa que me deixa mais tensa do que não conseguir entender qual dos cremes vai primeiro: o do contorno dos olhos ou o do rosto?

Perto de onde moro tem uma pop-up store muito bacana: a Story. A cada dois meses, mais ou menos, eles trocam a coleção e sempre fazem a curadoria de produtos de acordo com um tema. Já teve Good, já teve Tech, Her, Art e Made in America, entre outras. Toda vez que passo na frente, a vontade de entrar é gigante e eu tenho que me controlar; a pilha de livros ao lado da minha cama e a quantidade de traquitanas no criado-mudo só aumenta e minha conta bancária não agradece. Minha garrafa térmica de água com textura de madeira? É de lá. Meu estojo novo. De lá. Os quatro últimos livros sobre NY; entendeu?

Semana passada eu notei que a coleção atual era com um artista; um instagrammer super bacana, que faz umas coisas lindas. Final de semana, fomos eu e o Fe, conhecer. Entre outras coisas – e a tentação de comprar uma tela do Donald (Robertson, o tal artista) – me deparei com um balcão da Smashbox que é uma marca de maquiagem que eu acho bem bacana.

Aqui, nesse ponto, quem me conhece bem para e pensa: devolvam a Fernanda, os ETs a levaram. Eu não uso maquiagem. Ou uso bem pouco. Não que eu não precise. Meu problema é outro: eu não sei usar e fico parecendo a Emília quase toda vez que tento. E é por isso que gosto da Smashbox. Tem uns produtos super simples e fáceis de usar e, depois que eu descobri um creminho verde que faz a pele ficar menos vermelha e que eu posso espalhar com os dedos… Sou uma fã. E já que estou num momento tipo-blogueira de moda: também adoooooro com muitos ós, assim mesmo, a Benefit. Além das embalagens serem lindas e os nomes geniais; tem um treco que a Mari, minha comadre, me mostrou que chama Porefessional (sacou?), que faz eu parecer dez anos mais nova. Isso e ROC. Mas chega, já já alguém me interna.

A Amanda, que estava ali trabalhando, veio e me mostrou um batom que serve pra boca e pra bochecha e eu estava em um momento vaidade e comprei. Sim, já usei. Duas vezes. Não, ninguém notou. Tudo bem. Eu sobrevivo.

Quando fui pagar, o rapaz do caixa me disse que a Amanda – a mesma – ia me ajudar a fazer alguma coisa, era só eu sentar e esperar um minuto.

Eu não entendi nada, a ideia de alguém me ajudar com maquiagem já me agradou e estava um calor da porra nessa cidade. Decidi que mais uns minutos de ar-condicionado não me fariam mal. Ela veio, sentou ao meu lado e o que se passou foi in-crí-vel. Eu escolhi três cores e fiz o meu próprio lipgloss. Tá? Euzinha. Fiquei me achando. Pega daqui, mistura dali, um pouco mais de branco. Que cor você gosta? Cor? De boca. Fe, tira muitas fotos, quero fazer um texto pro site sobre isso.

De novo meus amigos (e, certamente, minhas irmãs): tenho certeza. Os ETs levaram a Fernanda. Tá provado aqui. Agora.

Meu lipgloss ficou super legal. Veio numa bolsinha com estampa do Donald e tá ali, em cima da cômoda, esperando uma ocasião que peça um brilho. Porque até as Tomboy precisam de um de vez em quando.

PS: a Story fica na 10a avenida, esquina com a 19th.

Fefa

Administradora, wannabe escritora. Tenho alergia a quem usa muito jargão, acha que design thinking é novidade e não respeita o tempo dos outros. Se eu pudesse viajar no tempo e conhecer uma pessoa, essa seria a Rainha Elizabeth I.
Fefa

4 Replies to “O brilho de uma Tomboy”

  1. É isso aí, Fefa maquiada, amei!! Sou fã também e acho que dá para ir aprendendo aos poucos. O negócio é começar com o mínimo e não se empolgar demais com as cores!!!

  2. Tenho mil sardas, e meu marido até as curte. Quando passo uma base pra tentar amenizar as imperfeições do rosto, ele logo joga na cara: isso é uma argamassa! haha Não tenho como negar.
    Tento um corretivo. Não muito claro, pois eu já sou translúcida (rs) e, já passei pela experiência de ficar com os olhos de panda invertidos. Me senti péssima.
    Vamos ao blush. Não tinha que ser rosado? Por que existe um milhão de tonalidades diferentes, inclusive um do tom da sua pele? Não entra na minha cabeça.
    Pulamos para o lápis de olho. Ah, esse eu sei! Use um kajal. Dá o mesmo efeito e você não precisa ficar apontando… Mas, eu usava na linha d’água dos olhos. Aí borra tudo e dizem que encolhe o olhar. Puta merda. Errei de novo.
    Esquece o lápis de olho e vai pro Rímel que, até mês passado não sabia que o correto de se falar é “máscara para cílios”. Vai, passe, mais, em cima, embaixo, mais, capriche pra dar volume. Beleza. Agora, não tente tirar. O panda que eu não fui ao passar aquele corretivo claro eu vou ser de verdade se eu tentar tirar essa máscara agora. Indo para o Google, além da água, descobri os lencinhos demaquilantes. Eles são a salvação. Bingo.
    Na boca, ouso num vermelhão. Aí eu me jogo. Contorne e depois preenche. Ele te proporciona um outro status. Rá! Cuidado com os dentes. Ai, quanta preocupação! Desisto.
    E eu nem cheguei a pensar na sombra. Delineador? Ih, melhor encerrar minha opinião por aqui, senão vai ficar feio pra mim.

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