O fenômeno da neve eterna • We Love

O fenômeno da neve eterna

O Fenômeno da Neve Eterna | Crédito: Lucas Ohara

O que diabos um texto com esse título faz fora da sessão científica? Ué, ele não tem nada de científico. Mas por que, então, ele está aqui? Calma, jovem, é isso que eu vim te contar. Primeiramente, deixa eu já avisar uma coisa pra vocês: vira e mexe eu vou citar coisas relacionadas ao meu pai por aqui. Por que? Bom, meu pai é um cara diferente. Alguns amigos meus chamam ele de sábio, outros de “da hora” e outros de Sr. Miyagi. E ele é tudo isso. Com o tempo vocês vão conhecer (o que eu contar) sobre ele. Por enquanto, segue uma foto.

Sábio, da hora ou Sr. Miyagi | Crédito: Lucas Ohara

Sábio, da hora ou Sr. Miyagi | Crédito: Lucas Ohara

Voltando ao assunto: Neve eterna. A neve que está sempre lá, com a mesma energia, desde sempre e para sempre. Você olha pra ela e não sabe dizer quantos anos tem. Meu pai é um dos mais novos da turma dele (ele tem 53), mas essa turma deixa muita molecada no chinelo. Essa turma foi protagonista do curta: September.

September é um mini documentário de ação que filmei em 2014 e que tem como objetivo mostrar que não tem idade para a prática de esportes de ação, como o snowboard. Eu acho que existem várias coisas que deixam nosso corpo e alma sempre jovens e, com certeza, a busca desses caras pelo momento de prazer com a natureza é uma delas. Caminhamos, descobrimos, exploramos e acredite, fizemos tudo isso de novo esse ano. O filme deve sair nos próximos meses, pode deixar que eu posto por aqui!

20, 40, 50, 60, 70 anos. Homens comuns, com histórias incríveis e uma juventude infindável. A neve eterna. Adoraria fazer um documentário real, contando mais sobre cada um e o que esse momento de deslizar significa para eles (além de algumas dores musculares). Se você quiser me ajudar ou conhecer alguém que possa querer, não pense duas vezes antes de me avisar.

Lucas Ohara

Lucas Ohara

Penso, logo, penso mais um pouco para não falar besteira. Sempre tive esse medo, menos para escrever (ou subir no palco). Flutuante entre música, esportes, entretenimento e pessoas - odeio fazer coisas sozinho. Um cara do tipo esponja: vive absorvendo de tudo para criar (na sua cabeça) uma opinião sensata sobre os mais variados assuntos.
Lucas Ohara

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Comments

  1. Escolhi um parceiro pra vida que ama “deslizar”. Ele anda sobre as quatro rodinhas no asfalto assim como caminha. Tamanha facilidade, tamanha felicidade. Além de deslizar, as piruetas também estão sempre presentes. Quem não pratica mas vê de fora, tem o maior receio de que caia errado e se machuque. Mas voltar pra casa ralado não é problema nenhum pra quem ama aquela ação. Aplaudo de pé. Um dia, fomos à praia Joaquina – em Florianópolis – no qual ele teve o prazer de subir numa baita prancha e descer todas aquelas areias, de uma vez. Ele escolheu a duna mais alta dentre todas, e foi. Desceu, desceu e sumiu. Demorou dez segundos pra descer e trinta minutos pra subir. A cada passo de volta, era mais um misto de cansaço e satisfação. Lindo de ver. Aplaudi de pé. Não conhecemos a neve. Não essa branca, gelada e lisa das que vi no vídeo acima, mas um dia iremos conhecê-la, e ele vai deslizar. Até lá, certamente, ele terá seus trinta e poucos anos, mas o que importa? A tatuagem no peito mostra o amor pelo “skatear” e ela é eterna, assim como sua felicidade quando se trata de rolar. E haja rolamento. E assim, aplaudirei de pé. O cimento eterno, a areia eterna, a neve eterna, nossa alegria eterna. o/

  2. Aquela incrível sensação de “eu te entendo”. Se trocássemos um olhar a gente já se entenderia hahaha Obrigado =)

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