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Não existe um meio termo entre 6 e 60. Ou você é a favor ou contra, navegar nas dúvidas é quase como se você condenasse um cristão ao inferno ou um ateu ao paraíso ao lado de Deus.

Vamos liberar. Vamos proibir. Só não vamos respeitar. Está aí uma palavra que vem perdendo seu sentido na nossa sociedade.

O mundo anda tão sem respeito pelo próximo e não é exagero. Você pode confirmar vendo/escutando algo na sua vizinhança, às vezes, até na sua própria família: “Aquele pretinho só pode ser bandido”, “Tem o rosto lindo, mas é gorda!”, “Já tem namoradinha? Não vai virar viado, hein!”, “Todo pastor é ladrão e todo padre é pedófilo” e por aí vai.

Chato demais ter que se enquadrar numa sociedade que julga certo e errado dentro de padrões que já não refletem a nossa geração. Nada mais aborrecedor que ouvir: “No meu tempo não era assim”. Essa frase só reflete que você é uma pessoa velha e chata.

O mundo anda chato porque somos aprisionados em rótulos de produtos vencidos. Sempre disse ao meus alunos e tento ter como um guia para a minha vida: cada um no seu quadrado respeitando o espaço do outro. A vida é feita de equilíbrio e isso significa que o bem e o mal sempre vão existir, é a natureza. Vai de nós sabermos dosarmos e viver em harmonia.- Fomos aprisionados em rótulos de produtos vencidos.-

Estamos sempre prontos, com o dedo apontado na cara do outro e ficamos ‘P’ da vida quando esse dedo volta pra gente. Já dizia o ditado: “pimenta no cu dos outros é refresco.”

Nos falta empatia.

Não precisamos ser bobos dos outros, isso é bem diferente, precisamos da malícia em dose certa. Precisamos espalhar amor e fazer essa semente germinar num mundo tão seco, cheio de rachaduras.

Quando nos colocamos no lugar do outro, deixamos o redor mais limpo e propício para coisas boas acontecerem. Quando damos o nosso melhor para o outro se sentir bem, fazemos brotar mais paz, amor, carinho, respeito e, consequentemente, ficamos bem. Quando desejamos o bem ele volta mais forte para a gente. Já imaginou isso numa escala maior que seu bairro? Pensou o mundo todo sendo bom?

Sei que é otimismo demais, mas que seria muito bom, seria! Sei também que para darmos valor ao mel é preciso provar o fel e isso significa que não existe uma sociedade 100% paz e amor. Uma fofoca que pode transformar simples achismo em uma guerra familiar tem o poder de destruir uma boa parcela das pessoas envolvidas.

O que quero dizer com tudo isso é que devemos fazer nossa parte. Precisamos aprender a pensar no outro com a mesma relevância que pensamos em nós. Ninguém é melhor que ninguém. Somos seremos humanos ímpares em busca de seus pares num mundo calculista demais.

Pare de ser chato e deixe as coisas rolarem, seguirem o fluxo da natureza!

Natalia Moreno

Natalia Moreno é apaixonada por literatura, animais, músicas... Formada em Letras, pós graduada em Literatura Inglesa é autora dos romances Quando eu me amar e Marcas da Vida. Tem o defeito de querer colocar tudo em ordem, desde um quadro torto até o mundo e se desespera por este último estar fora do seu alcance.
Natalia Moreno

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