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O que aprendi com a minha experiência como DogHero

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1 mês, 3 dogs, quase mil reais a mais na conta. Esse é o saldo até aqui da minha experiência com a DogHero, plataforma que junta quem precisa de um lugar para hospedar o seu pet com quem tem um lugar – e tempo – para poder hospedá-lo. Assim como outras ideias da economia colaborativa, o aplicativo incentiva a troca e reaproveitamento de espaços já existentes. Para que construir mais um hotel para cachorros, por exemplo, se temos diversas casas e pessoas querendo hospedá-los? E, sim, existem inúmeras pessoas dispostas a assumir essa tarefa, basta acessar o app e conferir.

Eu sempre fui um dog person. Durante toda a minha vida, convivi com cachorros das mais diversas raças, do dog alemão ao husky siberiano até o amor da minha vida, o Tob, o vira-lata mais inteligente desse mundo. Contudo, desde que saí da casa dos meus pais, há alguns bons anos, não havia tido o prazer de cuidar de um doguinho como se fosse meu. E como fez falta…

Cachorros são a materialização do amor e da entrega sem medida. Eles são capazes de te respeitar sem ao menos saber o que significa essa palavra. E se doar, ao extremo, a qualquer pessoa a quem sintam afeição. Cachorros também equilibram a energia do ambiente, sentindo absolutamente todos os sentimentos que os rodeiam: raiva, alegria, angústia e, até mesmo, tédio. Eles interpretam isso do jeitinho deles e te dão de volta algo que eles imaginam que você precisa nesse momento. Seriam eles grandes terapeutas? Acredito que sim.

Cachorro é tudo de bom, mas, em hipótese alguma, podemos imaginar que eles sejam seres autossuficientes. Eles precisam da gente da mesma forma que a gente precisa deles, só que de maneira diferente. Se por um lado o ser humano se acostumou – e precisa – da companhia e do carinho dos caninos, eles precisam da gente para satisfazer às suas necessidades básicas: comer, beber água e se divertir (claro!).

E como um cuidador temporário de cachorro, tem algumas coisas que você precisa ter em mente caso você queira embarcar nessa divertida jornada:

  • Cachorros não são todos iguais

Eles têm personalidade sim! Obviamente, existem similaridades, principalmente se forem da mesma raça, mas cada um tem um jeito só dele. Respira de uma forma, dorme em determinada posição, tem um jeito especial de levantar a patinha e pedir para ir ao banheiro. Eles são diferentes; você precisa ser capaz de ler os sinais e aprender a diferenciá-los, até porque, apesar de serem extremamente inteligentes, ainda não desenvolvemos nenhuma tecnologia capaz de os fazerem falar.

Bruce adorava ficar tomando sol no sofazinho

Bruce adorava ficar tomando sol no sofazinho

  • Eles precisam de acompanhamento

É maravilhoso postar uma foto no Instagram e ganhar uma chuva de likes e comentários – “que fofura”. A gente vive em uma sociedade de exposição e os dogs rendem ótimas fotos. Mas cuidar de animais requer um nível de responsabilidade que nenhuma aprovação digital vai te dar. Ser responsável por um cachorro vai muito além dos frames, então não se engane com o sucesso das redes sociais. E lembre-se: tem alguém cujo mundo depende de você.

Bruce assistindo ao jogo do Brasil com a gente; morria de medo dos gritos

Bruce assistindo ao jogo do Brasil com a gente; morria de medo dos gritos

  • Eles precisam de entrega

Ter um cachorro é uma opção; cuidar deles temporariamente mais ainda. Então, se você escolher empreitar nesse caminho, algumas coisas terão que ser repensadas na sua rotina. Aquele chopinho depois do trabalho com os colegas, provavelmente, terá que ser cancelado se você não se programou com antecedência. O pulinho na praia do fim de semana vai ter que ser bate e volta, entre outras mudanças. É óbvio que eles também podem ficar sozinhos, mas solidão tem limite, ok?

Juju posando para fotos

Juju posando para fotos

  • Dogs são muito, mas MUITO amor

Mau-humor faz parte da rotina de quem é gente como a gente. Uma dor de coluna, um e-mail duro do chefe, uma polêmica com o/a namoradx… E o nosso dia de sol vai perdendo a cor em um crepúsculo de cores frias e sem-graça. Nos abalamos por bobagem; e poucas coisas no mundo têm um poder tão revigorante como o carinho canino. Sempre dispostos a nos animar, cachorros parecem ter uma capacidade mágica de nos fazer sorrir e perceber o que realmente importa na vida.

Juju bem lindinha depois do banho e tosa

Juju bem lindinha depois do banho e tosa

Um agradecimento especial ao chihuahua Bruce, à yorkshire Juju e ao Jack Russel Paco (que acaba de chegar em casa), meus novos afilhados, que me ensinaram tanta coisa em tão pouco tempo e deixaram meu coração mais quentinho do que pão saído do forno.

 

Adler Berbert

Adler Berbert

Editor do We Love. Jornalista, curte frases de efeito, acha que sabe jogar vôlei e está viciado em tirar fotos de anúncios nos postes da cidade. No colegial, foi expulso da banda marcial por não ter ritmo, mas ainda continua acreditando que tem potencial musical.
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