O que aprendi com o grupo "Compro de quem faz das minas de Sampa" • We Love

O que aprendi com o grupo “Compro de quem faz das minas de Sampa”

O que aprendi com o grupo "Compro de quem faz das minas de Sampa"

Um grupo no Facebook com quase 80 mil mulheres e lições diárias de empatia e sororidade. Este é o “Compro de quem faz das minas de Sampa”, espaço de compra e venda de serviços e produtos manufaturados, feitos e comercializados exclusivamente por mulheres.

Não lembro exatamente em que momento cheguei ao grupo, mas, a cada post publicado, passei a entender melhor o meu papel na sociedade e como pequenos atos podem transformar a vida de muitos. Abaixo uma lista das coisas que aprendi com essas mulheres:

1-Valorizar e apoiar o trabalho das manas.

Numa época de produção em larga escala, passamos a dar valor a cada detalhe do que adquirimos no grupo. Seja a quantidade de divisórias da mochila, a textura do brigadeiro ou a precisão do mapa astral entregue, porque sabemos o suor e o esforço aplicados.

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2-Fortalecimento da economia feminina.

Ao adquirir qualquer produto ou serviço do grupo, temos a convicção de que estamos fomentando o negócio de mulheres chefes do lar e donas de suas vidas.

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3-Novo estilo de vida.

Passamos a entender melhor como funciona o mercado e começamos a priorizar os produtos feitos por pequenos produtores.

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4-Mulher é uma raça unida, SIM!

É impossível resistir a apelos de vendas quando acompanhados de “preciso juntar grana para o tratamento de minha filha”, “meu marido está desempregado e toda nossa renda vem da venda dos meus produtos”, “preciso levantar dinheiro para pagar o aluguel”. Sucumbimos ao impulso – eita coração – e compramos coxinha chorando.

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5-Uma corrente do bem.

É um processo cíclico; se mantém renovado. Você faz uma compra, recomenda esse produto ou serviço; mais alguém segue a dica, recomenda também; mais pessoas compram, recomendam e por aí vai…

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É como diria Simone de Beauvoir: “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”. Vamos trabalhar, portanto, meninas?

Caroline Andrade

Caroline Andrade

Publicitária e mãe do Totó, se aventura na cozinha nas horas vagas. Feminista e militante de plantão, acredita que o mundo precisa, antes de ser um lugar melhor, ser o lugar em que todos sejam iguais. Nascida e criada em Aracaju, tem certeza que o Nordeste é o melhor lugar do mundo.
Caroline Andrade

Comments

  1. Jéssica Bonato

    Concordo com tudo isso.. Mas tbm é um grupo autoritário, onde vc é banida sem nem um aviso

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