7 coisas que eu aprendi com o Coletivo We Love • We Love

7 coisas que eu aprendi com o Coletivo We Love

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Dois meses e meio e quase 40 textos publicados. Entre rascunhos, checagem de dados, olhar muito tweet e procurar GIF, aqui vai mais um texto – o último – sobre tudo que aprendi com o Coletivo We Love.

1. O Twitter tem as polêmicas mais loucas e sem sentido da internet.

Julho de 2018, dois meses antes das Eleições Gerais no Brasil e você esperaria que o país inteiro estivesse discutindo os candidatos, suas propostas, o que precisa mudar no país e etc. Enquanto isso, o Twitter esta discutindo se o certo é tomar banho descalço ou com chinelo, qual é o nome dessas comidas, debatendo sobre o feiticeiro do Hexa e se a Dua Lipa é realmente a Anitta da Inglaterra. Mas tá tudo bem, até porque todo mundo ama essas polêmicas.

2. Leiam, leiam, leiam.

Seja um livro, revista ou jornal, leiam!! Se manter informado no que está acontecendo no mundo, quais são os rolês mais legais na sua cidade, saber quais filmes em cartaz receberam críticas positivas, ver o novo lançamento do Elon Musk ou até mesmo ficar sabendo que peixes invadiram um hospital na Índia, é tudo. Não importa muito se você prefere o Jair Bolsonaro, Harry Potter ou Jaden Smith. Leia sobre eles, o que eles estão falando, se aquilo é coerente ou não, a quem a ação impacta e a quem ela beneficia. Mantenham-se informados sobre tudo e todos, porque até para criticar algo, você precisa entender o contexto.

O Coletivo We Love me fez ir atrás de notícias internacionais, revelações do mundo pop e desvendar porque a Beyoncé é Illuminati. Mas a verdade é que esses dois meses me fizeram ler sobre os mais variados assuntos que eu não procuraria se estivesse sozinha em casa. Eu li sobre séries, aborto, comunidade LGBTQ+, Copa do Mundo, Shakira, Galvão Bueno e Meghan Markle e, com eles, aprendi mais sobre culturas, pessoas e sobre o mundo.

3. Saiam da sua zona de conforto

É muito fácil a gente ficar preso na nossa bolha, assistindo às mesmas séries, falando com as mesmas pessoas e frequentando os mesmos bares. Mas, uma vez ou outra, é sempre bom fazer aquele caminho que você sempre teve vontade, mas nunca teve coragem. Ou trocar a novela das 9 por um jornal, beber Stella ao invés de Itaipava ou não comer carne pelo menos duas vezes na semana. O Coletivo me ensinou a sair da minha bolha e ir atrás até da overdose da Demi Lovato que, particularmente, eu não me interessaria muito – nada contra ela e sua doença, mas vocês entendem o que eu quero dizer.

4. Tem muita iniciativa legal por aí que a gente não faz ideia que existe.

O #Wesupport, lugar onde falamos sobre os projetos e causas que a gente apoia aqui no site do Coletivo, me fez perceber que tem muita gente querendo mudar o mundo. A reocupação e ressignificação do Largo da Batata, um projeto que quer espalhar o amor pela cidade de São Paulo, o grupo de mulheres gordas que querem provar que elas sabem (e podem) dançar, uma plataforma que conecta vítimas de assédio e violência sexual com advogadas e terapeutas e podcasts que falam sobre os mais variados temas envolvendo a atualidade, me mostraram um outro lado da moeda: o de pessoas que querem – e já estão – lutando para transformar suas realidades, espaços e influenciar pessoas.

5. Seja você, sempre.

Confesso que muitas vezes tive que recorrer ao meu amigo Google para uma luz e a gente sempre acaba se aproveitando do trabalho alheio. Mas a verdade é que não adianta tentar se vestir como alguém, falar como alguém ou usar a ideia de alguém. Busque algo que faça sentido e tenha significado para VOCÊ.

6. O mundo precisa de mais militância.

Ter empatia é essencial, mas lutar pelo direito do outro é algo extra. Tem muita gente por aí sem voz que, absolutamente, não pode ou não consegue agir por N limitações ou que simplesmente não tem recursos para isso. Se você tem a chance de fazer o certo, de levantar a mão e apontar algo errado ou levantar uma bandeira, de gritar para o mundo algo óbvio, mas que ninguém consegue perceber, faça. Não tenha medo de errar, de ser odiado, de não conseguir. Se você sair do seu mundinho e for capaz de enxergar outra realidade, já é meio caminho andado.

7. Siga o seus sonhos

Hoje, me despeço do Coletivo We Love porque estou indo atrás de algo que sempre quis e, embora eu vá sentir saudades, sei que estou fazendo a coisa certa. Tenho toda a confiança de que tem muita coisa me esperando lá pra frente e que não adianta ficar parado esperando elas virem até mim. Então sigam os sonhos de vocês e acreditem neles, porque eles não dependem de Fulano, de destino ou mágica, mas só da sua vontade de fazê-los acontecer.

I guess it’s goodbye, then!

Maria Juliasz

Maria Juliasz

Estudante de jornalismo e, atualmente, estagiária da Malagueta, é apaixonada por viagens, fotografia e pular de lugares altos (alô, bungee jump). Quer ser jornalista de guerra um dia e aguarda ansiosamente a volta do Bob Marley.
Maria Juliasz

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