Pedindo uma “licencinha” à vida – We Love

Pedindo uma “licencinha” à vida

Eu sou super bem casada, tenho 2 filhos muito amados e minha própria empresa à qual me dedico com paixão, portanto, me considero realizada e feliz. Mas confesso sem nenhuma vergonha que gostaria de ter uma licencinha da vida de vez em quando. Sumir, não escutar meu nome e não sentir culpa por isto, ter um atestado de que quando eu voltasse, tudo estaria igual.

Por mais completa que a vida seja, às vezes dá vontade de colocar um parênteses de loucura no meio do parágrafo. Como a ausência de consciência e consequências não é possível, eu procuro um meio termo. Acho, por exemplo, essencial ter momentos só com as amigas. Sou sortuda, tenho muitas.

Algumas mais divertidas outras mais profundas e todas me ajudam a me manter sã. Em meio a risadas e desabafos, sinto que me encontro novamente. Gosto também de ter um tempo sozinha, de ligar a música alta e dirigir nem que seja para ir até o cabeleireiro. Preciso destes momentos. E isso faço sem culpa alguma.

Ano passado viajei para Nova York com minha mãe e duas amigas. Foram 7 dias bem vividos e curtidos longe da rotina casa-trabalho. Na volta, claro que já estava com saudades da minha vidinha. E isso é muito positivo, pois assim damos mais valor às bênçãos que temos.

Julie Orbeg

Cake designer por paixão e profissão, casada e mãe de 2 meninos. Senso estético apurado, curte História, Artes e ama cachorros e a Inglaterra. Adora conhecer pessoas e trocar ideias.

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Comments

  1. Puxa…eu também tenho vontade de “fugir” pro Alasca. Hoje é um dia desses.
    Belo texto prima!

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