Quando eu o conheci – We Love

Quando eu o conheci

Foi meio sem querer. Na verdade, me decepcionou e o deixei de lado por um tempo. Precisava de um espaço para saber o que fazer. Afinal, ele não era quem eu esperava e isso foi difícil de aceitar. Mas, em algum momento dos meus 13 anos, superei a aversão inicial e o aceitei em minha vida. Essa decisão ajudou a formar a pessoa que sou hoje – para o bem ou para o mal.

“Feliz Ano Velho” me permitiu diferentes interpretações todas as vezes que o li; primeiro aos 13 anos, depois aos 16 e a última vez – até agora – aos 22. Nessa terceira vez, Marcelo Rubens Paiva deixou de ser apenas mais um autor.

Procurei outros livros: “As fêmeas”, “Malu de Bicicleta”, “Crônicas para ler na escola”, e ele passou a fazer parte da minha vida. Ao ponto de me fazer pensar “será que ele faria isso?”, antes de eu fazer algo.

Sinto que sou íntima, que somos velhos amigos. Tenho várias cartas escritas – nunca enviadas – endereçadas a ele, porque eu desabafava escrevendo para ele. Quando entro nas livrarias, procuro a seção de literatura nacional e quando vejo os livros dele um ao lado do outro, eu sorrio. Feliz, por ver um amigo ali.

“As verdades que ela não diz” e “Ainda é Cedo” foram os últimos que li. Tentei ao máximo fazer a leitura durar, mas o máximo que consegui foi estender por três dias.

Senti todas as dores, acompanhei as aventuras, estive ao lado nas decepções, me irritei com as injustiças, chorei com as tragédias e sorri nas vitórias. Cresci e amadureci com tudo. E, principalmente, a cada lançamento de um novo livro, sinto o que não senti ao receber o primeiro livro: felicidade e, até, amor.

Este ano, pude encontrá-lo, sem querer, na livraria. Fiquei chocada ao vê-lo. Sem saber nem o que pensar direito! Eu sorri, ele sorriu de volta, nos cumprimentamos. Falar muito poderia estragar a imagem que criei e na minha cabeça aquele momento foi um encontro de almas. Pelo menos, da minha.

Bruna Guimarães

Jornalista & fashion lover. Made in Aracaju, living in São Paulo. Acredita que o amor é sempre destino e glitter, uma segunda pele. Louca por carnaval e mar e sorrisos e pessoas interessantes.
Bruna Guimarães

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