Quando teve que escolher – We Love

Quando teve que escolher

Como começar quando o resultado é escolher apenas um caminho? Ela tinha várias paixões e confessava que, às vezes, não conseguia dar atenção a todas ao mesmo tempo. Acontece que ela gostava da sensação de estar ocupada fazendo o que amava.

E no meio dessa escolha ela leu a frase: “todo mundo tem o direito de ser feliz”. Sara não. Ela não poderia ser feliz se aquela escolha tivesse que ser feita. Precisava das suas paixões todas juntas para poder continuar a ter força de ir adiante.

Como poderia dar um adeus, ou melhor, inventar um adeus, se Sara dizia essas palavras tão sem vontade? Se o que ela queria era gritar: “eu amo essas coisas, cada uma tem um jeitinho de me fazer sentir viva, feliz, de bem comigo mesma!”?

Começou a correr contra o tempo, antes de escolher com qual ficaria, se viu lambendo os beiços ao aproveitar cada momento até o último segundo daquelas paixões: escrever e dançar.

Foi soltando aos poucos os dedos escorregadios que prendiam o lápis, soltou aos poucos a sapatilha que apertava seus dedos, mas que causava uma dor gostosa, dor de prazer…

O lápis foi para o caneteiro, o caderno para a gaveta, as sapatilhas para de baixo da cama e Sara… foi chorar seu desespero no canto da sala, o mesmo canto que lhe inspirava nas palavras e nos movimentos. Ela não poderia continuar aquilo. Não podia e não precisava escolher, não era assim!

Quando Sara gosta de algo vai até o fim, aprendeu a ser assim. Não se importou mais com o que pediram. Ligou o som, escreveu na parede: “Renasci!”, colocou suas sapatilhas e saiu dançando pela sala, se encontrou na outra ponta com seu reflexo e, dessa vez, Sara viu a felicidade que aquelas paixões traziam. Ela não precisava escolher, apenas vivê-las!

Natalia Moreno

Natalia Moreno é apaixonada por literatura, animais, músicas... Formada em Letras, pós graduada em Literatura Inglesa é autora dos romances Quando eu me amar e Marcas da Vida. Tem o defeito de querer colocar tudo em ordem, desde um quadro torto até o mundo e se desespera por este último estar fora do seu alcance.
Natalia Moreno

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