Sapiosexual my ass • We Love

Sapiosexual my ass

Sapiosexual my ass | Crédito: Pixabay

Muitas pessoas vivem bradando aos quatro ventos o quanto inteligência é afrodisíaco ou se intitulando sapiosexuais. Mentira, bullshit, canalhice.

Experimenta ser gordo, feio, vesgo, careca ou fora dos padrões estabelecidos pela indústria das novelas globais e das revistas de beleza para ver o que acontece. Pois é, meu caro, você não vai ter chance com aquela menina que achou interessante no bar ou na fila do cinema. Não mesmo. Porque antes de chegar nela e jogar o seu papo, você tem que ser atraente a ponto dela dispensar o mínimo de atenção ao seu approach.

Se você for mulher e não tiver peitos turbinados e um belo par de coxas, sinto dizer, você também não passará na seleção natural. Não a defendida por Darwin, mas a criada no ambiente de azaração das baladas noturnas. A vida é assim e não há como negar. Um corpo sarado e um rosto bonitinho são mais atrativos que um papo agradável sobre o novo livro do Veríssimo ou devaneios bobos da vida.

E quando digo inteligência, não me refiro apenas aos livros que leu, nem se tem mestrado ou doutorado. Nada disso. Conheço doutores que são tão burros quanto uma porta. E conheço pessoas sem escolaridade com quem adoro conversar durante horas. Eu estou falando é de vivência, experiências, cultura inútil e um leque vasto para conversar sobre qualquer coisa.

Com isso, não quero dizer que beleza é um item sem importância. Eu gosto das mulheres bonitas, claro. Mas discordo do poetinha quando ele diz que é fundamental. E fico mais com a opinião do dramaturgo carioca Nelson Rodrigues que diz que, para a mulher, não interessa apenas ser bonita e que é necessário ser interessante, já que a beleza se esvai.

Um mix seria bastante válido. E, sim, você encontra por aí pessoas que são esse mix. Não é tão raro quanto você pensa. Talvez você seja da opinião contrária e eu te entendo. Porém, eu escolho (se é que eu escolho alguém) sempre a garota que me desafia intelectualmente a ser melhor ao invés daquela cuja façanha é segurar 400 kg no leg press.

Robson Santos

Robson Santos

Publicitário, poeta de boteco, odeia sushi, ama filmes de máfia, tem TOC's, vive por música e não sabe a razão de escrever em terceira pessoa. Descarrega suas emoções no letraslorotaseleriados.tumblr.com
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