Seja a mudança que você quer ver no outro • We Love

Seja a mudança que você quer ver no outro

Seja a mudança que você quer ver no outro

Passamos muito tempo tentando mudar as pessoas. Porque, afinal, tem alguma coisa “muito errada” com elas: são egoístas, arrogantes, fracas, frias, carentes e assim por diante.

Então, é claro que faz sentido apontarmos os defeitos dos outros e exigir que eles mudem. É muito tentador e, por vezes, nos tornamos cruéis e severos demais por insistir nesse hábito. Por que essas pessoas tão “erradas” não nos escutam? Por que não mudam?

Estamos ocupados demais querendo que os outros “melhorem”, que não prestamos atenção no nosso próprio desenvolvimento pessoal. Sabemos que precisamos melhorar, mas estamos ocupados demais tentando mudar o outro.

Condicionamos nossas mudanças às mudanças dos outros: “quando meu namorado ou namorada mudar, aí eu penso em mudar”, “vamos ser mais carinhosos se eles forem também”, “vamos reclamar menos se eles pararem de reclamar tanto” e assim por diante.

Por pensar assim, perdemos um importante insight: mudar nossa maneira de agir com as pessoas à nossa volta pode ser o caminho mais rápido para mudar o comportamento delas.

As pessoas tendem a espelhar nosso comportamento, agindo da mesma forma que agimos com elas. Se uma das pessoas começa a agir agressivamente, a outra vai copiar esse comportamento, mas (e a esperança reside nesse “MAS”) o mesmo vai acontecer se fizermos o contrário, se formos gentis e compreensivos. Assim, a outra pessoa também será.

Tendemos a exigir uma coisa e fazer outra, agindo paradoxalmente. Sugerimos de forma tresloucada e ansiosa, que a pessoa tenha paciência e fique calma ou intimidamos o outro querendo que ele seja empático.

Estamos tão ansiosos em tentar “ensinar” que nos desviamos facilmente para bem longe do comportamento que estamos exigindo.

“Seja a mudança que você quer”, disse Gandhi, Clarisse Lispector ou outra pessoa que a quem a frase seja atribuída. Independente de quem disse, é uma boa lição: a sensibilidade reside em largar mão de ensinar por sermão ou palavras e ensinar através do exemplo.

Deveria ser óbvio, mas não é. Gastamos muito menos energia nos controlando do que tentando controlar os outros. Nossa decepção com as pessoas deve ser direcionada a única coisa que podemos controlar de maneira direta: nós mesmos.

Sermos virtuosos tem o incrível poder de inspirar as pessoas e, mesmo que as mudanças não sejam imediatas, podemos nos sentir orgulhosos de sermos melhores e começar as mudanças em nós mesmos.

David Moratório

David Moratório

Social Media, wanna be publicitário, traça de livrarias e filmes de super heróis. Budista e filósofo de buteco que já pensou que o "Universo numa Casca de Noz" fosse um livro de biologia e que acredita que a única salvação é o amor.
David Moratório

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