Sofra tudo que precisar sofrer e depois vai ser feliz – We Love

Sofra tudo que precisar sofrer e depois vai ser feliz

felicidade

PSe engana quem pensa que devemos estar felizes sempre. Existe uma diferença entre um estado de ser alguma coisa, ou estar de alguma forma. Precisamos ser felizes, mas não necessariamente estar felizes o tempo inteiro. Percebem a diferença? Complexo? Talvez. Mas ninguém disse que a vida seria fácil.

Aqui não estou levantando a bandeira da bad vibe, dos sentimentos e gestos ruins. Pelo contrário. Eu mais do que ninguém acredito que a gente precisar espalhar e pensar no bem sempre que possível. Mas também defendo a ideia de que devemos simplesmente sentir as nossas sensações no íntimo. Não podemos reprimir vontades, desejos, palavras, pensamentos… sentimentos. Se você está feliz, então fique feliz. Mas se estiver triste, então fique triste. E não se culpe, não se julgue, não se sinta fraca por isso. Todo mundo, todos os dias, enfrenta batalhas que não sabemos. Internas ou externas. Ouvi tantas vezes isso que poderia virar um mantra. E virou. O fato é que se a gente não puder ajudar, podemos obrigatoriamente a respeitar. E ser empático quanto a dor do outro, o silêncio do outro, a tristeza do outro. Na verdade, precisamos aprender a respeitar a nossa própria tristeza.

Desmarca aquele happy hour, o karaokê do sábado à noite ou o churras no domingo. Eu sei. Términos nunca são fáceis e independentemente de quem terminou, sempre dói. É alguém que se vai. E um buraco fica. Mas é passageiro e como você já deve saber passa. E tudo bem você não estar bem enquanto digere tudo isso. Não se obrigue a fazer coisas que não queira. Não imponha ao seu corpo estar em lugares que ele não quer ir. Não se obrigue em estar rodeado de pessoas se você quer (e precisa) ficar sozinho. Ninguém sabe o que você passou cem por cento. Ninguém consegue saber o que passa na sua cabeça ou sentir a sua dor. Só você e ele sabe o que passaram. Então, ouça todos os conselhos, mas fique apenas com aquilo que fizer sentido para você internamente. As críticas? Descarte!

Parece melancólico aconselhar alguém a sofrer. Mas eu realmente acredito que precisamos sentir nossas sensações ao máximo. Seja na alegria, seja na tristeza. Então tira um tempo para você. Prepara aquela sequência de filmes melosos ou que farão você chorar. Ouve aquelas músicas tristes. Olha as fotos, as cartas, pensa nele. Relembre as conversas, os momentos. Reflita sobre ele. E chore. E sinta a falta. E se achar que ainda tem chances de voltar, se está arrependida, se quer tentar de novo. Tente. Ninguém tem nada com isso e quem sabe da sua relação são vocês. Mas se não der para voltar, sinta a falta dele. E perdoe todas as falhas que ele cometeu. Perdoe a si mesma, consciente de que fez tudo que podia naquele momento, dentro daquele contexto. Esteja em paz, sem arrependimentos, sem remorsos. Algumas pessoas passam por nossas vidas pra ficar e acrescentar e agregar e construir e nos faz pensar, sentir, amar… Só que algumas ficam, outras vão. Tendo um motivo plausível para isso ou não.

Descarrega desse peito essa culpa, essa dor. Toda relação é composta por duas pessoas, então, todo mundo tem sua parcela de culpa. Não cabe mais jogar na cara quem errou mais ou menos, mas estar consciente das suas falhas agora é a garantia que fará melhor amanhã. De que será diferente (com ele) ou com outro. Porque sempre tem outra pessoa, outra chance, outra oportunidade. De ser feliz com alguém de novo. Nesse momento de luto fica difícil enxergar isso, mas tem sim, viu?! Mesmo quando a chama da esperança estiver fraquinha ou quase apagando, ainda sim, vai ter em algum lugar desse mundão de meu Deus, alguém que vai entrar na sua vida, no seu caminho, no seu coração. Esteja você esperando ou não.

Então, se eu pudesse te dar um conselho seria esse: sofra tudo que precisar sofrer e depois vai ser feliz. Viva o seu luto. No seu tempo. Da sua maneira. Chore tudo que tiver pra chorar. Sinta tudo que tiver que sentir. Reflita, repense, refaça o que puder refazer. Olhe pro espelho e depois olhe pra dentro. Entenda quem você é. Conheça suas emoções, seus limites. Perceba que você tem tudo para ser feliz sozinha e quem vier junto será para complementar. Não procure o que falta em você no outro. Não deposite a sua felicidade no colo de ninguém. Nós somos responsáveis pelas nossas ações e cabe somente a nós mesmos, nos tornarmos seres humanos melhores. Mais consciente da gente. Por dentro e por fora.

De novo. Sofra tudo que precisar sofrer e não tenha vergonha de assumir essa dor, mas tenha certeza que ela vai passar. Que você pode e vai se levantar. Que um novo dia sempre vai raiar. Vai devagarinho, engatinhando, degrau por degrau. Não pule fases. Não apresse seu tempo. Respeite seus sentimentos, cuida do seu coração. Mas vai. Vai tapando aquele buraco que ficou com outras coisas. Prioridades, deveres, hobbys, desejos, sonhos. Quando menos imaginar, vai olhar para trás e perceber que foi mais uma fase ruim que você superou ou, com certeza, está o mais perto disso possível.

Então vai lá. Sofra tudo que precisar e depois vai ser feliz.

Regine Luise

Jornalista por formação, poeta por opção, escritora por inspiração. Conselheira amorosa de boteco, romântica de carteirinha assinada. Escreve para expressar o que pensa, sente e, principalmente, quem é.
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