Solidão: antônimo de tristeza

solidão | pixabay

Eu sei que às vezes a solidão bate, machuca e não há a quem recorrer. Você sai com um bom perfume, uma roupa bonita, com o melhor sorriso e volta com aquela imensa sensação de falta. Parece que o mundo se esqueceu de você e você vive a se questionar, mas acredite, não há nada de errado com você. Não há problema algum em estar só, em não querer conhecer o outro além do que se pode realmente ver. Você não está indo na rota errada quando beija e depois some, sem números e sem sentimentos. É melhor ser desse jeito do que ser aquele humano que espera sempre mais das pessoas. Você só está tentando ser 100%, deixando de lado aquele mito de que somos metade.

A verdade é que vivemos em um mundo desesperado onde o amor está sempre em segundo plano e você não faz esse tipo. Você não quer estar como eles; mendigando atenção e amor, como se isso fosse adiantar. Você não quer tirar a armadura e deixar as coisas acontecerem porque outrora fizeram feridas incuráveis na tua alma. Eu entendo e sei o quanto cansa ouvir as desculpas esfarrapadas do companheiro. Você apenas decidiu se colocar em primeiro lugar, dar o valor que outrora não deram a você, também aprendeu a discernir as coisas e aprendeu que o amor vai além do ‘dizer’. Você agora sabe que para sentir não é preciso verbalizar. Seu nível de maturidade fez com que você descobrisse que um namoro não é um troféu. Está tudo bem, hoje é só mais um dia qualquer. Alguns amigos vão dizer que você é desapegado, mas não, você apenas aprendeu com as lições da vida que coração é fonte renovável que está sempre pronta para amar.

Depois dos tantos tombos você finalmente acertou, está amando a única pessoa que realmente vale a pena: você. Alguns dirão que você é só, que a solidão se instalou e fez de você moradia, ou apenas que você está mudado, mas já dizia Renato: a solidão até que cai bem. Uma dose de amor próprio já basta. Comemore. Estar só não é sinônimo de tristeza.

Daniele Vaz

Daniele Vaz

Escrevo para tirar sentimentos que muitas vezes “não coloca pra fora”. Me conheço mais e mais a cada texto, frase ou poesia. Me inspiro, principalmente, em Charles Bukowski, reconheço-o como meu “ponta pé” para iniciar a vida artística.
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