Tem um Pokémon na minha sala • We Love

Tem um Pokémon na minha sala

Pokémon | Imagem: Fernanda Romano

Na verdade, só aqui eu já peguei uns três ou quatro. No meu bairro, já peguei mais alguns e, perto de Bryant Park (NY), quase fui atropelada tentando capturar um verdinho com cara de mau.

Eu vendi meu PS3 há uns dois anos. Depois me arrependi, porque fiquei sem DVD Player e sou daquelas que ainda não conseguiu se desfazer dos DVDs, mesmo com Netflix, Amazon Prime Video e Apple TV. De vez em quando pego meu box do West Wing e fico pensando se já tô pronta pra assistir de novo. Mas eu precisava vender o PS3 ou ia enlouquecer. Guardei o Wii na gaveta – esse, um dia, levo pra praia – coloquei o PS3 e os jogos na caixa e voltei a ter apenas 2 vícios: séries e álcool. Se alguém me desafiar pra jogar qualquer coisa atualmente, acho que não dou conta dos botões.

Claro, uma vez jogador, sempre jogador e meu iPad substituiu muito bem meu PS3; pouso aviões e helicópteros e já xinguei muitos passarinhos e porquinhos em voz alta na minha cama, no sofá e até no assento do avião. No iPhone eu já fiz vasos, já rabisquei doodles e virei zumbi, mas, meu jogo favorito era Pac-Man. Até a semana passada. E, provavelmente, até a semana que vem ou a próxima.

Pokémon Go é simples: você anda pela rua com o jogo ligado (e duas baterias extras pro iPhone no bolso) e vai caçando Pokémons. Tem de todos os tamanhos, formas e cores e você tem uma bolinha que atira no Pokémon para capturar e guardar no seu Pokedeck, ou algo do gênero. Eu ainda sou beginner, não faço ideia de qual o truque pra capturar de primeira e desperdicei várias bolinhas tentando pegar um que parece um morcego. Agora já entendi a bolinha verde e a vermelha e hoje vou ver se pego uns na rua para subir de nível.

Tenho certeza que vou enjoar do Pokémon Go rapidinho, mas tem sido divertido jogar e observar pessoas na rua – adultos, de terno e gravata e com gel no cabelo – andando em direção a monstrinhos imaginários e mirando a bolinha – também imaginária – nos tais monstrinhos.

Mais do que isso, ler as notícias sobre a Nintendo – as ações já valorizaram mais de 50% desde o lançamento do jogo – e sobre as loucuras que pessoas têm feito pra pegar Pokémons mais difíceis de capturar me faz crer que nem tudo no mundo está perdido. Jogar e brincar e ter que sair na rua para descobrir novos lugares enquanto fazemos isso, é uma forma saudável de passar ao menos uma parte de nosso tempo e pensar que o mesmo aparelho que eu culpo pela minha dor no pescoço está me dando essa alegria é, no mínimo, interessante.

Fefa

Fefa

Administradora, wannabe escritora. Tenho alergia a quem usa muito jargão, acha que design thinking é novidade e não respeita o tempo dos outros. Se eu pudesse viajar no tempo e conhecer uma pessoa, essa seria a Rainha Elizabeth I.
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