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Você, que acorda na madrugada suando frio e tem que levantar para anotar – ou colocar em prática – uma ideia. Você, que não consegue dormir cedo porque a inspiração sempre aparece no silêncio da noite. Você, que pensa em perfeccionismo todas as vezes que te perguntam seu maior defeito. Você, que luta com sua insegurança diariamente.

Você, cujo tem lua/sol/estrelas/céu em virgem. Você, que briga com suas criações e as analisa/revisa um milhão de vezes antes de publicá-las ou mostrá-las para o mundo.

Publique. Deixe que sua criação durma no papel se quiser. Mas, na manhã seguinte, publique.

Vou te contar um segredo: nunca conheci uma pessoa insegura cujas criações fossem ruins. O oposto, na verdade, acontece com muita frequência. Não sou nenhuma crítica do New York Times mas, quase todas as vezes que alguém me pede para avaliar algo e inicia a conversa dizendo que aquilo “está muito bom”, na grande maioria das vezes não está.

Duvide sempre do que você pode fazer. Um amigo me disse certa vez que “só quem duvida de si mesmo pode ser bom”. E questione-se. Questione também seus amigos – os verdadeiros falarão a real. Mas não deixe nunca que essas dúvidas o impeçam de publicar. Quando a gente faz isso, abre possibilidades para pessoas se identificarem com o que acreditamos e, assim, se aproximem.

E por último: leia Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo, da Elizabeth Gilbert (foi de onde surgiu a ideia para esse texto).

Ana Sasso

Editora do We Love. Pensa alto, fala sozinha e rabisca em papéis pelo caminho. Quando não está escrevendo, está pensando no que vai escrever. É jornalista, mas vive entre contar e inventar histórias aqui.
Ana Sasso

3 Replies to “Um conselho”

  1. Demorei algumas décadas para aprender isso, mas aprendi de vez perto dos 30. passei a encarar meus medos de me expor, passei a publicar o que escrevo, expor o que fotografo, nem tudo é bom, as vezes é ótimo, as vezes é bem medíocre ou chega a ser ruim mesmo. mas meu mundo se abriu, literalmente. conheci muita gente assim, gente que me deu novas ideias, que me levou a conhecer outras coisas, gente que me elogia e faz bem ao meu ego, gente que critica tão agressivamente que corto da lista, gente que só sorri quando vê ou lê e eu já fico feliz. perder o medo de expor o seu mais íntimo em forma de arte ao mundo é uma libertação. adorei o texto.

  2. Pingback: Um conselho

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