Uma ode à Legião – We Love

Uma ode à Legião

“Quando o sol bater
Na janela do apartamento
Lembra e vê:
Ainda temos muito para viver.
Não olhe para trás
Parece cocaína
– e talvez seja –
Não ficaremos sem final feliz
Porque és parte ainda do que me faz forte
Mas queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida”

(Frases soltas e desconexas das músicas como “Quando o sol bater na janela do quarto”, “Metal contra as nuvens”, “Giz” e “A Via Láctea”)

Poderia continuar essa ode com todas as frases das músicas da Legião Urbana. Como três jovens de classe média alta de Brasília, ainda nos anos 80, conseguiram criar um discurso tão atemporal?

Legião era um fenômeno. Ainda é!

No último dia 7 de novembro, fui ao show da turnê “XXX anos Legião Urbana”, com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e André Frateschi (no vocal).

A primeira coisa: Existe Legião Urbana sem Renato Russo?
Não.

Mas a Legião Urbana não morreu com Renato Russo. Permanece viva nos corações – sim, clichês também são verdades – de todos nós que somos fãs.

Nunca vi a Legião Urbana original. Em 1996 – ano que o Renato morreu – eu tinha 6 anos e começava a descobrir as músicas da banda, pois essa era a trilha sonora que tocava quando minha tia Bel estava cuidando de mim.

Cresci apaixonada pela Legião, pelas músicas e pelas letras. Sonhando ter vivido nos anos 80, para ter visto e ouvido de perto todas as músicas que eu amava. Ter sido mais uma no mar berrante que lotava os shows – nunca imaginei que poderia sentir um 1/3 desse desatino no século XXI.

Comprei o ingresso na primeira semana e confesso que a ficha só caiu quando as luzes se apagaram no Espaço das Américas. Dado puxou o solo do baixo e Bonfá começou na bateria; eu reconheci os acordes únicos de “Ainda é Cedo” toda arrepiada e a voz de André Frascheti inundou a multidão que havia ido ouvir – pela primeira vez ou não – a Legião Urbana.

A primeira sensação que tive foi emoção, coração acelerado, uma vontade louca de gritar… E gritei, gritei todos os versos, gritei todas as músicas que tocaram em 2h de show. Em nenhum momento, Renato Russo foi diminuído ou apagado. Por mais que não exista Legião sem Renato. Naquele dia, a Legião existia, como nos meus sonhos.

E o Renato estava ali: em alma, em cada frase, em cada voz, em cada grito, em cada lágrima e nos corações de uma multidão.

Éramos uma só voz.
Éramos uma legião.

– Obrigada, Renato. Obrigada, Legião!

Bruna Guimarães

Jornalista & fashion lover. Made in Aracaju, living in São Paulo. Acredita que o amor é sempre destino e glitter, uma segunda pele. Louca por carnaval e mar e sorrisos e pessoas interessantes.
Bruna Guimarães

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