Uma ode à banana • We Love

Uma ode à banana

uma ode a banana

Ode à banana.

Não sei quem inventou a banana. Mas foi um gênio. Disso, tenho certeza.

A banana é uma das frutas mais versáteis que eu conheço. Fresca e você mata a fome das cinco da tarde. Com mel e você tem um café da manhã com gosto e sabor da casa dos pais. E os chips de banana? Vale para petiscar com uma cerveja gelada, vale na salada e vale até misturado ao purê de batata, pra dar um charme, ficar com cara de comida do Alex Atala. E a banana ao forno? Tem doce, tem salgada, vale com canela e vale na feijoada. Banana split, banana com calda quente de chocolate, se quiser voltar no tempo mais ainda; amasse aquela banana antes de pôr o mel e jogue um pouco de aveia em cima.

E o bolo de banana que era vendido no Camburi quando eu era criança? Me fala desse bolo. Direto da assadeira para o estômago da criançada sem escalas.

Iogurte com pedaços de banana: café da manhã de atletas. Bananinha doce com açúcar: indulgência dos estudiosos. Sem açúcar: melhor que qualquer barrinha de cereais. Quando eu morava em Londres, descobri um bolo-pão de banana com nozes do Starbucks que nem parecia que era do Starbucks. Foi meu lanche da tarde por quatro anos.

Banana vai bem no smoothie também. Mistura com qualquer fruta pra você ver se não tenho razão. Dá uma consistência digna de calda de bolo feita pela avó. Quer aprender uma coisa nova? Espete a dita – descascada – num palito de sorvete e ponha no congelador. Sua barriga e seu bumbum me agradecerão esse verão.

A banana também é um ótimo truque. Para crianças, porque é fácil de comer, não faz sujeira. Para adultos, porque você mostra uma banana e vale mais do que mil palavras. É. Pensou, não pensou? Em todas as hipóteses? Isso.

E o que ela é linda? Já parou pra se dar conta disso? Aquele amarelão, sorrindo com cara de bom dia em cima do balcão da cozinha. Banana faz qualquer fruteira ficar mais alegre. Banana é sinônimo de clima quente, dia de sol.

Pra mim, se fosse uma música, seria samba de raiz. Mas, para o mundo, é o som gostoso do Velvet Underground. Acho até que é culpa do Andy Warhol que tenha gente que pense:

Banana.

Sunday morning, praise the dawning
It’s just a restless feeling by my side

Descobri que o Warhol fez o desenho para a capa do disco – o primeiro deles – porque era manager da banda. No álbum original, a banana (linda!) amarela, era um sticker e você seguia as instruções: peel slowly and see, para ver a fruta que, sem a casca, você sabe, tem cor-de-logo-cedo; um amarelo claro, como o primeiro sol do dia ou aquele das duas da manhã no verão dos países nórdicos. Acho que era como o Warhol queria que escutassem o disco: peel slowly and see.

A banana – do Warhol – deu briga. Em 2012, a banda reclamou os direitos da banana e processou a Fundação Andy Warhol. Eu pensei que eles não queriam ver a banana deles na capa de um iPod. Eles queriam era a grana. De Sunday Morning a Monday Afternoon com direito a advogados e barraco na imprensa. Que bananas.

Não sei quem inventou a banana. Mas foi um gênio. Disso, tenho certeza.

Fefa

Fefa

Administradora, wannabe escritora. Tenho alergia a quem usa muito jargão, acha que design thinking é novidade e não respeita o tempo dos outros. Se eu pudesse viajar no tempo e conhecer uma pessoa, essa seria a Rainha Elizabeth I.
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