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Vergonha a gente deveria ter de não tentar ser feliz

Dia desses a gente se falou, se esbarrou, se reencontrou.

No Face, no Whats, nas voltas que a vida dá.
Por um tempo, tomamos caminhos diferentes,
Mas parece que algo no destino insiste em nos aproximar de novo.

Ela, toda dela, do jeito dela, amando e errando. Se perdendo e se encontrando.
Ele, todo dele, tentando, conhecendo, testando. Pouco a pouco foi se fechando.
Ela, com sorriso fácil, xaveco na ponta da língua e pronta para recomeçar.
Ele, todo tímido. Evitando se entregar. Fugindo do verbo amar.

Um dia ela se jogou na vida, desistiu de insistir, parou de tentar. Foi lá se aventurar.
No mesmo dia, ele esqueceu o medo, deixou de lado o receio e resolveu encarar.
Trocaram mensagens, sorrisos, flertes.
Conversaram, marcaram, se encontraram.
Uma noite, um rolê, uma oportunidade de aproveitar o momento sem pensar no depois.
Sem pensar no ‘talvez’. No ‘vai dar certo’, ‘não vai’, ‘o quê’, ‘para quê’?
Só precisavam curtir, brincar, se divertir, deixar rolar.

Foi isso que eles fizeram. Uma pizza aqui, uma cerveja, um pudim de sobremesa e um olhar que pedia mais.
Música alta, carro em alta velocidade, vento esvoaçando os cabelos e a sensação de liberdade no ar.
Hora ou outra é bom a gente só se entregar.
Entre risadas e cantorias desafinadas, cantaram suas músicas enroladas.
Era quase o momento de dar tchau, mas ainda não podia acabar.

Não sem matar aquela vontade, não sem se livrar daquela saudade.
Uma cantada aqui, uma brincadeira ali, um cheiro e um cafuné acolá.

O barulho da música foi substituído pelo silêncio do beijo.
E nem sempre um beijo precisa terminar em sexo, então paramos por ali.
No beijo, no abraço, nos “olhos nos olhos” e no carinho que ficou no ar.
Tem gente que a gente fica e não lembra do rosto, nem do nome.
Tem gente que a gente fica e marca.
Às vezes na pele, às vezes no peito.
Às vezes temos a chance de repetir,
Outras vezes, só acontecem uma vez.

De qualquer forma, a vida é feita daquilo que a gente vive.
Dos momentos que passamos, das pessoas que encontramos.
Tem gente que tem vergonha de falar que gostou e quer repetir.
O beijo, o momento, a oportunidade.
Vergonha a gente deveria ter de não tentar ser feliz.
Então, se a vida ou você quiser me encontrar de novo,
Estou bem aqui.

Regine Luise

Regine Luise

Jornalista por formação, poeta por opção, escritora por inspiração. Conselheira amorosa de boteco, romântica de carteirinha assinada. Escreve para expressar o que pensa, sente e, principalmente, quem é.
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