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#WESUPPORT – Plataforma conecta vítimas de assédio com terapeutas e advogadas voluntárias

FEMINISMO
A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, de acordo com dados do 9º Anuário da Segurança Pública de 2015. O dado é alarmante e mobiliza coletivos feministas no país para lutar contra a cultura do estupro. Manifestações são organizadas, apps são criados para ajudar a identificar zonas da cidade onde mais ocorrem assédio e páginas no Facebook estimulam e ajudam mulheres de norte a sul.

Nesse contexto, surgiu o Mapa do Acolhimento, que tem como objetivo dar assistência a vítimas de assédio e violência e conectá-las a profissionais voluntárias especializadas, como terapeutas e advogadas. A gente teve a oportunidade de conversar um pouquinho mais com a Larissa Schmillevitch, uma das articuladoras do projeto, para entender melhor como estas mulheres estão lutando, ajudando outras e se empoderando.

1. Como funciona o Mapa do Acolhimento?
Somos uma plataforma que conecta mulheres que sofreram violência a uma rede de terapeutas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária. Funcionamos da seguinte maneira: Mulheres que estejam precisando de acolhimento jurídico ou psicológico, em todo o Brasil, se cadastram na plataforma, clicando em “Quero ser acolhida”. Ao mesmo tempo, terapeutas e advogadas que queiram se voluntariar também se cadastram, indicando sua localização e o registro profissional em “Quero acolher”. Então, a equipe do Mapa checa os dados cadastrados, encontra a melhor combinação e encaminha por e-mail o atendimento presencial.

2. Qual é o objetivo do projeto? 
Não deixar nenhuma mulher sofrer sozinha. Oferecer atendimento de qualidade para mulheres que sofreram uma violência tanto no passado quanto no presente, mas não tiveram condições de buscar acolhimento, seja no serviço público ou privado. Quando realizamos uma tarefa que originalmente seria papel do Estado, estamos alertando a sociedade para o fato de que o Estado não está assegurando acolhimento e proteção às mulheres brasileiras.

3. Quantas mulheres já foram atendidas?
Ao todo, mais de 500 mulheres se cadastraram no Mapa do Acolhimento para pedir ajuda. Até o começo de 2018, nossa equipe não monitorava se essas mulheres estavam realmente buscando acolhimento ou não. Somente a partir de março desse ano, com a equipe formada, conseguimos acompanhar caso a caso. E desde então, 130 foram encaminhadas para serviços públicos, terapeutas e advogadas dispostas a ajudá-las.

4. E a procura por parte de voluntárias?
Esse ano realizamos uma segunda chamada de voluntárias. Desta vez, focada em ampliar a nossa rede para o Brasil todo. E desde o dia 11 de julho, recebemos o cadastro de mais de 1300 voluntárias.

5. Vocês tem algum plano para o futuro?
A ideia é mapear os serviços públicos da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, assim como conseguir voluntárias em todos os estados. A partir do ano que vem, queremos democratizar o acesso à plataforma. Nosso foco estará em tentar encontrar uma forma mais acessível para que mulheres que não tenham acesso à Internet, possam procurar o Mapa.

Além disso, até o final de 2018, estaremos recebendo avaliações sobre os serviços públicos da rede de enfrentamento à violência contra a mulher e iremos monitorar a qualidade desses serviços para incidir diretamente sobre as políticas públicas de garantia dos direitos da mulher.

Se você quiser saber mais sobre o projeto e ajudar a empoderar outras mulheres, é só entrar no Site ou no Facebook do coletivo. Graças ao apoio de diversas pessoas em 2017, elas conseguiram chegar às 27 capitais do Brasil. Você também pode fazer sua contribuição no site e garantir que nenhuma mulher fique desamparada diante de uma situação de violência.

A Central de Atendimento à Mulher também serve como canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país. O serviço funciona 24 horas e é gratuito.

Para denunciar assédio e violência sexual, disque 180.

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS.

Maria Juliasz

Maria Juliasz

Estudante de jornalismo e, atualmente, estagiária da Malagueta, é apaixonada por viagens, fotografia e pular de lugares altos (alô, bungee jump). Quer ser jornalista de guerra um dia e aguarda ansiosamente a volta do Bob Marley.
Maria Juliasz

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